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"Não há razões para assustar as pessoas com aumentos não previstos" nos combustíveis

O ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, afirmou que o aumento dos preços dos combustíveis previsto pela Galp para 2015, devido à fiscalidade verde e a outras medidas do Governo, não tem adesão à realidade.

Bruno Simão/Negócios
Lusa 27 de Outubro de 2014 às 19:53
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"Não há razões para assustar as pessoas com aumentos que não estão previstos, a partir da fiscalidade verde", sublinhou o ministro esta segunda-feira, questionado pelos jornalistas sobre declarações feitas hoje pelo presidente da Galp. Ferreira de Oliveira atribuiu às novas políticas governamentais um aumento de 346 milhões de euros no custo total dos combustíveis para o próximo ano.

 

"É evidente que alguém anda a utilizar a fiscalidade verde como um pretexto para antecipar eventuais aumentos que não têm adesão à realidade", afirmou o ministro. "Como é que a fiscalidade verde pode representar 350 milhões de euros de aumento na área dos combustíveis, quando representa no seu todo 165 milhões de euros e 95 milhões de euros na área dos combustíveis?", atirou o governante, que falava à margem de uma cerimónia de inauguração de um novo posto de carregamento de gás natural veicular.

 

De acordo com Moreira da Silva, a fiscalidade verde, através da taxa de carbono, irá representar um aumento de 1,5 cêntimos por litro, tanto na gasolina como no gasóleo. A este valor o ministro somou dois cêntimos por litro que são atribuídos à contribuição rodoviária, "que não tem nada a ver com a fiscalidade verde, pois está ligada à Estradas de Portugal". "Anda muito longe dos seis ou sete cêntimos referidos", considerou.

 

O presidente da Galp, Ferreira de Oliveira, indicou hoje que o gasóleo vai ficar cinco cêntimos por litro mais caro no próximo ano e a gasolina 6,5 cêntimos, por via das medidas previstas no Orçamento do Estado e da reforma da Fiscalidade Verde. "Os combustíveis vão ficar 346 milhões de euros mais caros em Portugal no próximo ano", declarou.

 

O responsável fez as contas, com base no consumo de 2013, reflectindo o aumento da contribuição de serviço rodoviário, a taxa de CO2 e a obrigação de inclusão de um álcool na gasolina e de biocombustível no gasóleo. "Embora não tenhamos que emitir opinião sobre a justiça ou injustiça dos impostos, vai afectar os clientes", declarou. 

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