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Nomura passa a recomendar "comprar" acções da EDP Renováveis em vez de vender

As alterações na regulação do sector eléctrico em Espanha, melhores do que o esperado para as renováveis, impulsionaram a recomendação que o banco japonês atribui às acções da cotada presidida por Manso Neto. Já em relação à EDP, o Nomura confere um potencial de desvalorização.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 18 de Setembro de 2012 às 13:04
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O Nomura subiu a recomendação que atribui aos títulos da EDP Renováveis. Se até aqui aconselhava “reduzir”, o banco japonês aponta, agora, para uma recomendação de “comprar”.

O banco justifica, na nota de “research” emitida esta terça-feira, a que o Negócios teve acesso, a alteração da recomendação com as modificações na regulação do sector em Espanha, anunciadas na sexta-feira pelo governo, cujo objectivo é reduzir o défice tarifário no país.

O Nomura acredita que “os resultados para as energias renováveis parecem muito razoáveis”, embora se tenha instituído um imposto geral sobre as energias renováveis de 6% que, ainda assim, é inferior ao que era anteriormente indicado.

Apesar da subida de recomendação, o impacto destas alterações na regulação conduz a uma alteração ao preço-alvo do banco. O “target” para a eléctrica presidida por Manso Neto é de 3,9 euros, quando era, até aqui, de 4 euros. O potencial de subida da cotada é, com o novo preço-alvo para os próximos doze meses, de 10%, dado que as acções estão a negociar nos 3,543 euros (com uma valorização de 0,91%, a única a ganhar no PSI-20).

EDP com potencial de desvalorização

No caso da EDP, o Nomura é menos optimista. “Continuamos preocupados com o elevado nível de dívida que torna a empresa particularmente sensível a alterações na regulação”, indica o analista Javier Suarez, que mantém a recomendação de “reduzir” para a eléctrica.

Para o banco japonês, a EDP é uma das empresas mais afectadas, a par da Endesa, pela implementação do imposto “cêntimo verde”, imposto inserido no novo ambiente regulatório que pretende também reduzir o défice tarifário. Para reflectir o impacto destas alterações, o Nomura desceu o preço-alvo da eléctrica dirigida por António Mexia de 2,30 para 2,20 euros, atribuindo um potencial de desvalorização de 1% para a EDP. A eléctrica segue a transaccionar nos 2,227 euros, ao cair 3,01%.


Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.
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