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Nuno Ribeiro da Silva. “Não sou contra o Estado social, sou contra o Estado Pai Natal”

O presidente da Endesa, Nuno Ribeiro da Silva, em entrevista ao jornal “i” diz que as empresas públicas não podem ser rentáveis se são tacho para todos os amigos.

Nuno Ribeiro da Silva prefere alemães da E.On para a EDP
Negócios 05 de Fevereiro de 2013 às 08:55
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Foi administrador da EDP, secretário de Estado da Energia dos governos Cavaco Silva e deputado à Assembleia da República, sem nunca ter sido filiado no PSD, recordou o “i”.

 

Hoje diz que isso seria impossível porque se vivem tempos de clientelismo de A a Z. E conta que há guerras que os governos nunca quiseram comprar e é preciso resolver de uma vez por todas, por exemplo no sector dos transportes. À frente da Endesa em Portugal desde 2005, está a tentar negociar com o governo alguns contratos na área das renováveis que não estão a correr bem.

 

Quanto aos projectos da Endesa o responsável adiantou ao jornal que está “a discutir com o Governo, no caso da Eneop, as condições para a concretização dos últimos 200 megawatts de um projecto de 1200 megawatts, cujo contrato estamos a cumprir escrupulosamente – a Ventinveste [Galp Energia e Martifer] não fez nada – e em que o investimento industrial associado criou um cluster importante de construção e fabrico de equipamento para os aerogeradores, torres, etc., muito polarizado no distrito de Viana do Castelo”.

 

Já no que concerne à subsidiação do sector da energia, Ribero da Silva afirma que “adorava que não fosse subsidiado e que tivesse muito menos intervenção do Estado. A verdade é que sempre foi assim, e não só no domínio da electricidade mas no petrolífero, no carvão, no gás”.

 

Admitindo haver “uma lista infindável de domínios em que há distorção de custos pelo facto de os governos sistematicamente se intrometerem. Mas se é verdade que é um regime subsidiado, também é verdade que é o regime mais fiscalizado e a indústria mais taxada que existe no espectro económico”.

 

No que concerne ao estado do País e à actuação do Governo, o presidente da Endesa refere que “têm sido tomadas medidas, mas o Governo tem de clarificar algumas questões, desde logo qual é a parte do produto do país de que considera razoável apoderar-se. E com base nisso onde é que pomos os ovos. Às vezes dizem-me: “Porque tu és contra o Estado social...” Mas não é verdade, eu sou sensível a este tipo de questões. O que qualquer pessoa sabe é que o Estado Pai Natal mata o Estado social e eu não sou contra o Estado social, sou contra o Estado Pai Natal, que é o que temos tido. Se é de 45% que é razoável o Estado apropriar-se em termos de riqueza criada, então é esse o montante disponível para funções inquestionáveis num Estado soberano”. 

 

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