Energia Chineses da CNIC colocam 1,33% da EDP à venda

Chineses da CNIC colocam 1,33% da EDP à venda

A Orise, detida pela CNIC, anunciou um processo de venda acelerada dirigida a institucionais de 1,33% do capital da EDP.
Chineses da CNIC colocam 1,33% da EDP à venda

A Orise, detida pelos chineses da CNIC, anunciou que vai vender mais de 48,7 milhões de ações da EDP, através de um processo de accelerated bookbuild, ou seja, de uma venda acelerada, dirigida apenas a investidores institucionais.

A Orise "comunica que pretende proceder à alienação de 48.783.722 ações representativas de aproximadamente 1,33% do capital social da EDP", revela através de um comunicado enviado para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A empresa, que é detida pela Kindbright Holding, que por sua vez é da CNIC, revelou que "irá proceder ao lançamento de uma oferta particular das ações através de um processo de accelerated bookbuild dirigido exclusivamente a investidores institucionais qualificados".


Se a operação for concretizada ao preço de fecho desta terça-feira (3,709 euros), a CNIC encaixaria um total de 180,9 milhões de euros. 
 

Após esta operação, a Orise manterá três milhões de títulos da elétrica liderada por António Mexia.

 

"A Société Générale encontra-se a atuar como Sole Bookrunner da colocação" e "os termos finais da colocação serão anunciados após conclusão do processo de accelerated bookbuild, que se antecipa que deverá ocorrer amanhã antes da abertura do mercado", adianta a mesma fonte.

A CNIC tinha já reduzido, na semana passada, a sua participação no capital da elétrica. Os chineses, que detinham 4,98% do capital da EDP, passaram a ter uma posição de 1,8898%, correspondente a 69.100.627 ações, na semana passada.

 

No final de 2017 a CNIC tinha comprado 1,96% da EDP para chegar a perto de 2% do capital. Uma participação que a CMVM imputou ao Estado chinês na altura da OPA da China Three Gorges.

 

A CTG, que é o maior acionista da EDP com 23,27% do capital, tinha na CNIC um possível aliado na oferta que lançou sobre a empresa portuguesa. Com a OPA para trás, a posição da CNIC perdeu relevância e os chineses optaram agora por reduzir.

 

Na altura da OPA o Financial Times noticiou que a CNIC era detida pela Safe, empresa responsável pela gestão das reservas estrangeiras detidas por Pequim.




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