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Pai do secretário de Estado da Energia é consultor da EDP desde 2013

Fonte oficial da EDP confirmou que o pai do secretário de Estado da Energia, que também se chama Artur Trindade, é consultor externo da EDP desde 2013, no âmbito de comité de autarquias, órgão criado em 2012.

Bruno Simão/Negócios
Lusa 17 de Abril de 2015 às 17:39
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O pai do secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, é consultor da EDP desde 2013, confirmou à Lusa fonte oficial da eléctrica, na sequência de uma denúncia feita hoje pelo empresário Manuel Champalimaud.

 

Confrontado com esta informação, o governante recusou fazer comentários.

 

Fonte oficial da EDP confirmou que o pai do secretário de Estado da Energia, que também se chama Artur Trindade, é consultor externo da EDP desde 2013, no âmbito de comité de autarquias, órgão criado em 2012.

 

"Não tenho nenhum filho secretário de Estado. Tenho um filho que se chama Artur Trindade", afirmou à Lusa o Artur Trindade (pai), quando confrontado com a denúncia, adiantando não entender qual o motivo para tal: "Essas pessoas devem achar que os pais mandam nos filhos, mas eu não mando em ninguém".

 

O engenheiro explicou que "não trabalha para ninguém", contrapondo que "é consultor de várias empresas", fazendo uso da experiência no poder local, depois de 27 anos como secretário-geral da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).

 

"A EDP considera que a sua longa experiência autárquica é uma mais-valia no estabelecimento de relações de longo prazo entre as autarquias e o grupo", adianta fonte oficial da eléctrica liderada por António Mexia.

 

Manuel Champalimaud afirmou hoje que a EDP soube defender-se "politicamente" da contribuição extraordinária do sector energético (CESE), exemplificando com o facto de a empresa ter contratado "recentemente" o pai do secretário de Estado da Energia, Artur Trindade.

 

Artur Trindade assumiu a pasta da Energia em Abril de 2012, sucedendo a Henrique Gomes, cuja saída foi explicada pela determinação do governante em rever as rendas às produtoras de electricidade, em especial à EDP.

 

O pai de Artur Trindade foi presidente da Câmara de Porto de Mós, eleito pelo PSD, e secretário-geral da ANMP, cargo que deixou no final de 2013, "por razões de saúde", disse à Lusa.

 

Manuel Champalimaud afirmou hoje que "a EDP soube defender-se politicamente", referindo que "o pai do senhor secretário de Estado que manda nesta coisa é director recente na EDP".

 

No final da assembleia-geral da REN, em que os accionistas aprovaram as contas de 2014, a aplicação dos resultados e os novos órgãos sociais, Manuel Champalimaud criticou que o Governo tenha alargado a contribuição extraordinária sobre o sector electroprodutor ao sector energético, penalizando empresas como a REN que não podem reflectir este imposto nos preços. 

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