Energia Partex mantém gestão e plataforma em Lisboa e planeia expandir

Partex mantém gestão e plataforma em Lisboa e planeia expandir

A chegada de um novo dono estrangeiro não vai eliminar as operações da Partex em Lisboa. A equipa de 50 colaboradores é para manter e deverá trabalhar na expansão.
Partex mantém gestão e plataforma em Lisboa e planeia expandir
Ana Batalha Oliveira 17 de junho de 2019 às 14:08

A Partex prepara um "novo ciclo", anuncia o presidente da Partex, António Costa e Silva: estão em vista a renovação de concessões que expiram brevemente e a expansão para novas localizações, como o Brasil. Lisboa vai continuar a servir de base, com a mesma equipa de gestão e os mesmos trabalhadores.

 

A Partex foi vendida à tailandesa PTT Exploration and Production (PTTEP), mas mantém-se em Lisboa, uma das condições para o fecho do negócio, explicou a presidente da Fundação, Isabel Mota, na conferência de imprensa onde foi feito o anúncio da venda. Dos cerca de 80 trabalhadores da Partex, 50 trabalham em Lisboa, e estes serão para manter.

 

António Costa e Silva diz estar a "tentar convencer" a petrolífera tailandesa a olhar para mercados como o Brasil, Angola, Moçambique e Argélia, nos quais a Partex tem elos consolidados. Antes destas declarações, já o responsável da PTTEP, Phongsthorn Thavisin, havia sublinhado que, "o foco inicial será no Médio Oriente", mas referiu o Cazaquistão e o Brasil como possíveis localizações a explorar no futuro.

 

A entrada de novo capital é vista como essencial por Costa e Silva, não só tendo em conta as oportunidades de expansão mas também a necessidade de investir em concessões que estão perto de expirar - como é o caso do gás natural em Omã, que termina em 2024. "Nos últimos anos a Fundação decidiu deixar de investir, o que afeta a operacionalidade", reconheceu, considerando desta forma "compreensível" a decisão da Fundação.

 

A PTTEP, cotada na bolsa da Tailândia, tem 46 projetos petrolíferos em 12 países. Esta petrolífera comprou a Partex por 622 milhões de dólares (o equivalente a 553,3 milhões de euros) depois de mais de um ano de negociações e avaliação de candidatos por parte da Fundação.

 




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