Energia Partex reuniu cerca de 14 interessados e foi vendida acima do preço da primeira tentativa

Partex reuniu cerca de 14 interessados e foi vendida acima do preço da primeira tentativa

A petrolífera que integrava o portefólio da Fundação Calouste Gulbenkian há quase 60 anos foi vendido.
Partex reuniu cerca de 14 interessados e foi vendida acima do preço da primeira tentativa
Lusa
Ana Batalha Oliveira 17 de junho de 2019 às 14:33

A Fundação Calouste Gulbenkian concluiu a venda da petrolífera Partex por 622 milhões de dólares (o equivalente a 553,3 milhões de euros), uma quantia "acima daquilo que se falou na nossa primeira tentativa de venda", afirmou a presidente da fundação, Isabel Mota. Foram cerca de 14 as empresas na corrida, registou o presidente da Partex, António Costa e Silva.

 

"Este montante foi a melhor proposta que tivemos juntamente com os outros fatores", garantiu Isabel Mota. "Sempre tratamos da operação não só da ótica financeira mas também da ótica global das outras condições que são fundamentais para nós". O presidente e CEO da PTTEP, Phongsthorn Thavisin, afirmou que "este é o melhor preço", pois deixou ambas as partes satisfeitas.

 

A venda foi concluída apenas quando garantidas três condições exigidas por parte da fundação, mas estas não tiveram influência no preço, garante Isabel Mota. A primeira era a de encontrar uma empresa "com capacidade, robustez e plano de investimentos para o futuro", a segunda era a "garantia de continuidade de postos de trabalho" e, por fim, manter a marca Partex.

 

Ainda de acordo com a presidente da Fundação, o montante acordado "teve a ver com o interesse dos compradores e com as várias ofertas em cima da mesa". O número destas ofertas foi clarificado pelo presidente da Partex, António Costa e Silva, em cerca de 14 empresas, sobretudo com origem europeia e asiática, disse, em declarações posteriores e à margem da conferência de imprensa na qual foi feito o anúncio.

 

O objetivo de vender a Partex até ao final de junho, avançado por Costa e Silva em entrevista ao Jornal Económico, fica assim concluído. A petrolífera já havia sido cobiçada – e quase entregue – aos chineses da CEFC China Energy, em fevereiro de 2018. Mas no espaço de dois meses as negociações caíram por terra, uma vez que a empresa chinesa não foi capaz de prestar suficientes esclarecimentos sobre a investigação de que o fundador e presidente da CEFC, Ye Jianming, era alvo naquele momento. "Concluiu-se que não existem condições para continuar as conversações", disse a FCG em comunicado. 




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