Energia Petróleo no Alentejo: Galp espera por luz verde do Governo para decidir se avança

Petróleo no Alentejo: Galp espera por luz verde do Governo para decidir se avança

Depois da extensão da consulta pública ter levado a petrolífera a adiar o furo, a Galp espera agora por uma decisão do Governo para decidir se avança.
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André Cabrita-Mendes 24 de outubro de 2016 às 14:03

A Galp tinha planeado furar no mar português este ano, mas a extensão da consulta pública fechou a "janela de oportunidade" para 2016.

Assim, a Galp e a Eni estão agora a fazer um "compasso de espera" e vão decidir se avançam ou não para o furo, depois do Governo se pronunciar.

"A consulta pública foi prorrogada no tempo, fechou-se uma janela de oportunidade, tivemos de fazer um compasso de espera", disse o presidente executivo da Galp esta segunda-feira, 24 de Outubro.

"Estamos a aguardar que possa haver a aprovação desse  licenciamento e depois reaquacionaremos este projecto", afirmou Carlos Gomes da Silva à margem da cerimónia de celebração dos 10 anos de entrada da Galp em bolsa.

"Este projecto faz parte de um pipeline exploratório daquilo que são as oportunidades, ainda numa base muito embrionária", sublinhou o gestor. 

Carlos Gomes da Silva defendeu também a necessidade de fazer este furo, como forma do país conhecer melhor os seus recursos. "Portugal tem um conhecimento muito diminuto daquilo que é o seu potencial marinho, incluindo a parte energética".

O contrato assinado com o Estado português obrigava a petrolífera este ano, estando o furo previsto para Setembro. Mas em Junho a Direção-Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marinhos (DGRM), a entidade responsável pela concessão da licença pedida pelo consórcio petrolífero, decidiu e por mais um mês, até início de Agosto a consulta pública.

Mas esta extensão dificultou o trabalho à Galp, pois só iria permitir que o furo tivesse lugar numa fase mais tardia do ano, altura em que as condições meteorológicas e as correntes marítimas complicariam o trabalho.

Por isso, a companhia decidiu no início de Agosto adiar sem nova data o furo a 46 quilómetros de Aljezur. Mais tarde, a Repsol também decidiu adiar o seu furo no Algarve, conforme avançou o Negócios.

Tanto a Galp e a Repsol já manifestaram ao Governo que pretendem voltar a furar no próximo ano, segundo avançou o Negócios, mas a tutela terá agora de decidir se dá luz verde ou não às petrolíferas.




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