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Portugal com segunda maior queda da UE no consumo de energia entre 2006 e 2012

A diminuição da energia consumida foi uma realidade na União Europeia nos últimos anos. Portugal não escapou e, em termos relativos, esteve mesmo na linha da frente. Apesar disso, continua a ser o sexto mais dependente face a importações neste sector.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 17 de Fevereiro de 2014 às 11:48
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Não é novidade que Portugal apresenta uma tendência de queda no consumo de energia. O que é novo é que o país marcou a segunda maior redução, em termos relativos, no consumo energético em toda a União Europeia entre 2006 e 2012. Pior, só mesmo a Lituânia.

 

Em 2012, a energia consumida em Portugal era 15,2% inferior à registada em 2006, segundo aponta o destaque divulgado esta segunda-feira, 17 de Fevereiro, pelo gabinete de estatísticas europeu.

 

Na Lituânia, a descida no mesmo período foi de 17%. Os dois países acompanharam o comportamento geral do espaço comunitário, onde 24 dos 28 Estados-Membros registaram uma redução. Em média, a União Europeia consumiu em 2012 menos 8,1% de energia do que em 2006 (entre 1990 e 2006, a tendência da UE era de subida).

 

Estónia, País Baixos, Polónia e Suécia foram os países que escaparam a essa quebra geral e marcaram um aumento do consumo energético em termos percentuais, segundo o Eurostat.

 

Esta quebra no consumo não impede que Portugal seja o sexto país mais dependente de importações de energia. A taxa de dependência de energia, em 2012, era de 79,5%, apenas abaixo de Malta, Luxemburgo, Chipre, Irlanda, Itália e Lituânia. A taxa europeia média era de 53,3% em 2012.

 

O consumo de energia é penalizado, essencialmente, pelo ambiente geral no que ao consumo diz respeito. Em Portugal, a queda no consumo privado tem sido uma realidade, com destaque para os últimos anos, devido à austeridade implementada no país - que reduziu o rendimento disponível das famílias, o que obrigou a corte de custos das empresas e provocou menor produção por parte do sector industrial.

 

Além disso, a subida dos preços da electricidade (como o IVA) também prejudicou o seu consumo no final da primeira década de 2000. 

 

 

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