Energia Preços dos combustíveis nos supermercados continuam cerca de 13 cêntimos mais baratos

Preços dos combustíveis nos supermercados continuam cerca de 13 cêntimos mais baratos

Abastecer o depósito de um veículo nos postos de abastecimento dos supermercados continua a ser cerca de 13 cêntimos mais barato do que nas bombas de combustível das marcas, segundo os dados do segundo trimestre de 2013. Os supermercados representam já 25% do mercado.
Preços dos combustíveis nos supermercados continuam cerca de 13 cêntimos mais baratos
João Miguel Rodrigues/Cofina Media
Sara Antunes 16 de setembro de 2013 às 13:54

O preço médio do litro da gasolina 95 octanas era, no final do segundo trimestre do ano, 13,6 cêntimos mais barato nos postos de abastecimento dos supermercados do que nas bombas de combustíveis de marca. No caso do gasóleo esta diferença fixou-se nos 13,0 cêntimos, de acordo com os dados divulgados pela Autoridade da Concorrência no relatório trimestral.

 

Estes diferenciais são muito semelhantes aos verificados nos primeiros três meses do ano. Ainda assim, a diferença aumentou entre o primeiro trimestre e os três meses seguintes no caso da gasolina cuja diferença, nos primeiros três meses do ano, era de 13,5 cêntimos, e estreitou no caso do gasóleo cujo diferencial era de 13,3 cêntimos.

 

“De acordo com cálculos da AdC, baseados em informação recolhida junto do sector, as quatro cadeias de supermercados que actuam na venda a retalho de combustíveis em Portugal – Grupos Auchan (Jumbo), E. Leclerc, Jerónimo Martins (Pingo Doce) e Os Mosqueteiros (Intermarché) – representam actualmente, no seu conjunto, cerca de 25% do global do volume de vendas a retalho destes produtos”, revela o relatório divulgado a última sexta-feira, 13 de Setembro.

 

As vendas de combustíveis têm vindo a diminuir no mercado nacional, devido essencialmente à contracção do consumo. Os últimos dados divulgados apontam para que o consumo tenha continuado a cair em Portugal, quer de gasóleo quer de gasolina. A justificar este comportamento está essencialmente a perda de poder de compra das famílias portuguesas, depois de aumentos de impostos e perda de rendimentos por via de, por exemplo, desemprego.

 

O realtório divulgado pela AdC adianta ainda que os preços dos combustíveis caíram 5%, no caso da gasolina quando comparado com igual período do ano passado. E diminuíram 5,1% no caso do gasóleo. Face ao primeiro trimestre do ano, os preços também desceram 2,2% e 4,4%, respectivamente.




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