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Queda do crude tira 250 mil milhões ao valor em bolsa das petrolíferas europeias

A portuguesa Galp perdeu quase três mil milhões de valor em bolsa num ano e meio. Na Europa, a espanhola Repsol foi a petrolífera mais penalizada, tendo a sua capitalização bolsista caído para metade.

Negócios 26 de Janeiro de 2016 às 13:01
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No último ano e meio, o preço do barril de petróleo caiu de 115 para 30 dólares, o que representou para as grandes petrolíferas europeias uma perda de 250 mil milhões de euros do seu valor em bolsa.


Neste período, a espanhola Repsol foi a mais penalizada em termos percentuais pela queda do crude, ao perder em bolsa 51% do seu valor, de acordo com os dados recolhidos pelo jornal El Mundo.


De entre as grandes petrolíferas europeias, a portuguesa Galp foi a segunda que menos valor perdeu desde o segundo trimestre de 2014, depois da francesa Total. A capitalização bolsista da petrolífera portuguesa recuou de 11.095 para 8.211 milhões de euros, o que representou uma redução de cerca de 26%.


Em volume, foi a gigante Shell que registou a maior perda em bolsa, mais de 73,1 mil milhões de euros desde o segundo trimestre de 2014. Na altura a empresa valia quase 192 mil milhões de euros na bolsa. Hoje vale 118 mil milhões.


A norueguesa Statoil perdeu também quase 50% da capitalização bolsista, que recuou de 71,3 para 35,8 mil milhões de euros.

A ENI, a petrolífera italiana que deixou no ano passado de ser accionista das Galp, perdeu em bolsa 35,5% do seu valor, ou seja, 25,6 mil milhões.

As russas Rostnef e Lukoil viram também cair o valor das suas acções com as quebras de preço do petróleo, 45% e 30% respectivamente.

A britânica BP perdeu, por seu lado, 28,6% do seu valor em bolsa neste período (quase 34 mil milhões de euros).


Já a francesa Total foi a que menos valor perdeu em termos percentuais, apenas 24,1%, equivalentes, ainda assim, a mais de 30 mil milhões de euros.

Face a este cenário, como faz notar esta terça-feira o El Mundo, o sector tem anunciado nos últimos meses sucessivos cortes de custos e de investimentos, com os quais pretende combater os efeitos do petróleo a 30 dólares por barril.

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