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Receios com regulação levam UBS a deixar recomendação de "comprar" EDP

"A EDP é uma empresa bem gerida e de qualidade", segundo o UBS. Contudo, a postura deve ser "neutral". O banco estima que ainda se demore a reduzir o défice tarifário, pelo que teme novas medidas para o cortar.

Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 16 de Junho de 2014 às 15:36
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O banco de investimento UBS deixou de recomendar aos seus clientes a compra das acções da EDP. "O défice tarifário superior ao estimado implica riscos de regulação" é o título da nota de investimento publicado esta segunda-feira 16 de Junho em que a recomendação é alterada.

 

"O nosso modelo mostra que o défice tarifário português – a diferença entre as receitas permitidas e as taxas colectadas – vai ficar acima do previsto e, por isso, não irá desaparecer em 2020", aponta o analista Alberto Gandolfi, no "research", referindo que essa é a previsão geral dos especialistas e da própria gestão liderada por António Mexia (na foto).


Para o UBS, a dívida só será totalmente reabsorvida em 2026. Com a expectativa de que o défice tarifário deste ano venha a levar a uma dívida acumulada de 6 mil milhões de euros, o banco assinala que há riscos acrescidos para a introdução, por parte do Governo, de medidas para conter ou anular o défice tarifário.

 

Esta possível regulação mais forte poderá ter um impacto de 15% nos resultados por acção da empresa. Assim, o referido risco faz com que Gandolfi tenha cortado a recomendação para as acções da eléctrica de "comprar" para "neutral". O preço-alvo para os próximos 12 meses é mantido em 3,70 euros por acção, o que fica 1,01% acima da actual cotação de 3,663 euros (inalterado face ao fecho de sexta-feira).

 

Mesmo com esta intervenção regulatória, os dividendos a pagar pela EDP aos accionistas deverão manter-se "atractivos", com uma rentabilidade associada de 5% (valor do dividendo sobre o preço da acção), na óptica do UBS. Ainda assim, há outras cotadas, como a espanhola Iberdrola, a francesa GDF ou a italiana Snam, que têm retornos mais interessantes, acrescenta a nota.

 

Embora tenha esta perspectiva mais pessimista, o UBS deixa elogios à eléctrica: "A EDP continua a ser uma empresa bem gerida e de qualidade. No longo prazo, acreditamos que a acção seja capaz de oferecer um retorno total aceitável".

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

 

 

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