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REN e State Grid vão acolher dezenas de investigadores em centro de I&D

O centro de investigação financiado pela companhia chinesa, num investimento de 12 milhões de euros, vai avançar este ano, para desenvolver projectos em quatro áreas, entre as quais as redes eléctricas inteligentes e a integração de energias renováveis na rede.

Sara Matos/Negócios
Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2013 às 13:53
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O centro de investigação e desenvolvimento (I&D) prometido pela chinesa State Grid como contrapartida pela sua entrada no capital da REN – Redes Energéticas Nacionais vai dar trabalho a “algumas dezenas de investigadores”, segundo o presidente da empresa portuguesa, Rui Cartaxo.

 

O centro, apresentado esta quarta-feira em Lisboa, terá um investimento de 12 milhões de euros por parte da State Grid e será detido, em partes iguais, pela REN e pelo China Electric Power Research Institute, instituição que conta actualmente com mais de 2 mil colaboradores.

 

Segundo Rui Cartaxo, o que está previsto é que os 12 milhões de euros sejam aplicados em vários projectos de investigação, representando o custo das infra-estruturas uma parte reduzida do investimento. “Seremos muito parcimoniosos no custo do centro”, assegurou o CEO da REN, notando que provisoriamente o projecto está a ser desenvolvido na sede da REN, mas virá a ter um espaço próprio na área da Grande Lisboa.

 

Rui Cartaxo explicou que já houve contactos informais com faculdades de engenharia de Lisboa e do Porto para promover o seu envolvimento neste novo projecto da REN e da State Grid. “O próprio centro vai prestar serviços e vai ser um veículo para a exportação de competências desenvolvidas em Portugal”, referiu o presidente da REN, acrescentando que a infra-estrutura irá igualmente “servir para formar alguns quadros que vão estar em projectos internacionais da REN”.

 

Esta iniciativa, que faz parte das contrapartidas não financeiras da State Grid pela aquisição de 25% da REN no processo de privatização concluído em 2012, tem já definidas as áreas estratégicas de actuação.

 

O centro desenvolverá a sua actividade em quatro sectores, nomeadamente a simulação de sistemas de energia, a gestão da integração em redes de fontes renováveis, as tecnologias para redes inteligentes (“smart grids”) e os mercados de energia.

 

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, esteve presente na apresentação deste projecto, classificando-o como “um centro que irá certamente contribuir para o desenvolvimento de um sistema energético mais eficiente e sustentável”, além de “permitir o desenvolvimento de soluções e ferramentas inovadoras”.

 

O embaixador da China em Portugal, Huang Songfu, salientou, por seu turno, que “um pequeno passo na investigação e desenvolvimento equivale a um grande passo no mercado”, afirmando esperar que esta iniciativa “constitua um bom exemplo para as relações empresariais sino-portuguesas”. “Acredito que a cooperação empresarial irá injectar uma nova vitalidade nas relações sino-portuguesas”, declarou o diplomata.

 

Parcerias entre a REN e a State Grid seguem conforme o previsto

 

Após a apresentação do centro de I&D, Rui Cartaxo reafirmou que a REN tem estado a trabalhar “em estreita colaboração com a State Grid em vários mercados de língua portuguesa”, tal como estava previsto no acordo de parceria assinado com a empresa chinesa após a privatização.

 

“No mercado brasileiro já há a execução concreta de contratos”, referiu Rui Cartaxo. São essencialmente prestações de serviço de engenharia e consultoria para projectos de redes eléctricas que a State Grid está a desenvolver no Brasil.

 

“Em Moçambique o nosso objectivo é o envolvimento da REN na chamada 'espinha dorsal' [de energia] do país”, afirmou o presidente da REN, notando que “o projecto está a fazer o seu caminho” e embora não envolva a participação directa da State Grid tem o apoio do maior accionista da empresa portuguesa de infra-estruturas energéticas.

 

Em Moçambique a constituição da empresa-veículo em que a REN participará está prevista para este ano, referiu Rui Cartaxo.

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