Energia Rui Cartaxo: "Alguns dos projectos em que estarei envolvido são negócios do sector da energia"

Rui Cartaxo: "Alguns dos projectos em que estarei envolvido são negócios do sector da energia"

Alguns dos projectos em que Rui Cartaxo, presidente da REN, vai estar envolvido no futuro, têm a ver com negócios da energia, disse à Lusa, um dia depois de ter anunciado que em Abril deixaria a empresa.
Negócios 08 de março de 2014 às 10:04

"Alguns dos projectos em que espero estar envolvido no futuro têm a ver com negócios do sector da energia", admitiu, numa entrevista à Lusa, o presidente da REN - Redes Energéticas Nacionais, depois de, na quinta-feira, ter anunciado que renunciara ao cargo, antes do final do mandato, que terminava no final de 2014.

 

Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) na quinta-feira, 6 de Março, a REN informou que Rui Cartaxo “apresentou hoje a sua renúncia ao cargo de presidente do Conselho de Administração e de presidente da Comissão Executiva” da empresa.

 

Na sequência da “vontade pessoal manifestada” por Rui Cartaxo em cessar funções a partir da assembleia-geral (AG) anual da REN, os acionistas State Grid Europe Limited, Mazoon BV (sociedade controlada pela Oman Oil), EGF - Gestão e Consultoria Financeira, Gestmin e Oliren decidiram submeter à decisão dos accionistas na AG que Rui Vilar seja eleito presidente do Conselho de Administração da REN até ao final do mandato 2012-2014, adiantava ainda o mesmo comunicado.

 

"A razão porque saio é porque estive aqui sete anos de trabalho altamente gratificantes (...), acho que deixei a empresa muito bem preparada para os desafios futuros e que este era um bom momento", disse Rui Cartaxo.

 

O gestor, que estava na REN desde 2007, considerou que este foi o momento certo para deixar a empresa e assegurou que "já tinha avisado os principais acionistas de que não estava interessado num novo mandato há algum tempo".

 

Além disso, defendeu, que ao sair na próxima assembleia geral, marcada para 3 de Abril, permite aos acionistas da empresa disporem de mais tempo para prepararem a transição para o futuro modelo de governance que querem implementar na REN.

 

"Se comunicasse aos accionistas em cima do fim do mandato estava a dar-lhes menos tempo. (…) Como sei, porque tenho uma relação estreita com os accionistas, que a intenção é fazer evoluir o modelo de governação [da empresa] para um modelo de separação entre as funções de presidente e de CEO, acho que ao estar a dar um ano para essa preparação também é bom para empresa", afirmou.

 

No entanto, fez questão de sublinhar que a sua saída antes de fim de mandato nada teve a ver com divergências com accionistas e com o novo modelo de governação. Sobre o novo modelo de governação, aliás, diz-se completamente de acordo.

 

"Partilho da opinião que deve haver, no futuro, uma separação entre as funções de 'chairman' e de CEO e só não propus esse modelo depois da segunda fase de privatização porque soube que houve um acordo entre compradores e vendedores de manutenção do modelo de 'governance' da empresa durante o primeiro mandato subsequente à segunda fase da privatização", esclareceu.

 

Quanto à escolha de Rui Vilar para seu sucessor, que já era administrador e membro do conselho consultivo da REN, Rui Cartaxo considera que "foi uma excelente escolha para liderar a transição para o futuro modelo de 'governance' [da empresa]”.

 

"Conheço suficientemente bem o Dr. Rui Vilar, conheci-o quando trabalhei na Galp como administrador executivo e o Dr. Rui Vilar era, na altura, 'chairman' da empresa, e aí pude ver a sua elevada capacidade para gerir conselhos de administração com composições accionistas diversificadas. Recordo que nessa altura, na Galp, havia temas accionistas delicados e ele mostrou uma grande habilidade a geri-los, considerou Rui Cartaxo.

 

Já sobre o seu futuro fora da REN, não quis adiantar mais pormenores, sublinhando apenas que não vai estar ligado "a um projecto específico neste momento, nem a um lugar específico. Não me vai ver como presidente de uma empresa, mas tenho várias coisas que quero fazer fora da REN, que a seu tempo se verá".

 

E garantiu: "até à assembleia de 3 de Abril, só tenho um projecto, que se chama REN, aquele que tive desde que aqui entrei, em 2007".




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