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Secretário de Estado da Energia diz que dívida tarifária deve ser gerida “sem excesso de dramatismo”

Artur Trindade garante que o Governo tem a dívida tarifária da electricidade sob controlo, e o CEO da EDP Renováveis, João Manso Neto concorda: “O défice tarifário está totalmente controlado. O sistema paga-se”.

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 21 de Outubro de 2013 às 13:20
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Artur Trindade garante que o Governo tem a dívida tarifária da electricidade sob controlo, e o CEO da EDP Renováveis, João Manso Neto concorda: “O défice tarifário está totalmente controlado. O sistema paga-se”.

 

O secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, afirmou esta segunda-feira, durante uma conferência da APREN – Associação de Energias Renováveis que a dívida tarifária do sector eléctrico em Portugal “tem que ser gerida com naturalidade e sem excesso de dramatismo”.

 

“A dívida tem que ser gerível e deve funcionar num horizonte que possamos dizer que é controlável. E temos isso”, declarou Artur Trindade na conferência anual da APREN, desvalorizando o crescimento da dívida tarifária do sector, que, segundo o governante, está dentro do que o Executivo já previa.

 

O sobrecusto que as fontes renováveis vêm apresentando face ao preço de referência da electricidade no mercado grossista tem sido um dos encargos crescentes do sector eléctrico nos últimos anos. Mas nem sempre as actualizações das tarifas aos consumidores finais reflectiram a totalidade do incremento de custos, provocando um avolumar da dívida tarifária, a qual teve, também, outras origens, como a não repercussão imediata na electricidade da escalada do preço do petróleo em 2007 e 2008 (o petróleo influencia o custo do gás natural, matéria-prima das centrais de ciclo combinado).

 

O presidente da EDP Renováveis, João Manso Neto, concorda com o secretário de Estado da Energia. “O défice tarifário está totalmente controlado. O sistema paga-se”, comentou o gestor na mesma conferência.

 

Para o antigo presidente do regulador da Energia Jorge Vasconcelos, a visão da troika sobre a dívida tarifária em Portugal revela “qualquer coisa que não está a correr bem”. “A troika está a ver a energia como um problema e não como uma solução. Quando a troika chegou a dívida eléctrica era de 1,8 mil milhões de euros. Agora vai ser de 4 mil milhões. Há qualquer coisa que não está a correr bem”, comentou.

 

Jorge Vasconcelos não hesita em criticar aqueles que vêm reafirmando que o custo da energia é um dos grandes problemas da competitividade da economia portuguesa. “A abordagem ideológica que vê na energia um problema é uma abordagem errada”, afirmou na conferência da APREN. 

 

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