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Subsidiária da Galp fica com 100% do sistema mobi.me

O centro de engenharia e desenvolvimento do produto (CEiiA) vendeu o sistema de mobilidade elétrica à Flow, que assumiu também a equipa de desenvolvimento e já se instalou na refinaria em Matosinhos.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 13 de Fevereiro de 2020 às 18:29
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Um dia depois de a Galp anunciar a instalação da Flow na refinaria de Matosinhos e a contratação de uma nova presidente, o centro de engenharia e desenvolvimento de produto (CEiiA) que foi apresentado como parceiro tecnológico veio esclarecer que houve uma "cedência total" da propriedade do sistema mobi.me e da equipa de desenvolvimento à subsidiária da empresa de energia.

 

Ao Negócios, fonte oficial deste centro de excelência fundado em 1999 para inovar na indústria automóvel – uma década depois mudou o foco para a mobilidade sustentável e integra agora mais de 300 engenheiros – esclareceu que já "não tem qualquer posição ou responsabilidade" neste projeto. A participação atual está reduzida a 1%, mas "termina em 12 meses". O valor da transação não foi revelado pelas partes.

 

A start-up liderada por Jane Hoffer é o resultado do spin-off desta tecnologia que sustenta a maior rede pública e privada de carregadores de veículos elétricos em Portugal. Uma operação que já vinha a ser prometido pelo organismo nortenho desde 2016, com o objetivo de abrir o capital a investidores. Porém, a expectativa (não confimada) do CEiiA, conforme descreveu a diretora-geral em maio de 2018, era a de que iria ficar "obviamente [com] uma participação relevante", embora não garantisse que seria maioritária.

 


Com soluções já testadas em Portugal, Espanha, Itália e Brasil, este software que passa para as mãos da Galp integra o carregamento de veículos elétricos, mas também o fornecimento de eletricidade, a partilha e a localização e monitorização avançada de veículos elétricos (bicicletas, trotinetes, scooters, carros) privados e públicos e ainda a oferta de otimização de eletrificação de frotas ao nível empresarial.

 

"Neste momento, o CEiiA não faz parte da estratégia de mobilidade elétrica da Galp", reforçou a mesma fonte. Esta quarta-feira, 12 de fevereiro, a empresa liderada por Carlos Gomes da Silva apresentou o novo escritório da Flow na refinaria matosinhense, que acolhe os 50 colaboradores que estavam até agora na sede do acionista minoritário. Falou dele como "um símbolo do compromisso (…) em transformar os seus negócios a partir da sua principal atividade", acreditando que será "o sistema operativo da mobilidade urbana a nível global". 

 

Nova geração de negócios na mobilidade urbana

 

Num comunicado enviado às redações, o CEiiA, que se prepara para duplicar as atuais instalações num investimento de cinco milhões de euros, destacou o "papel fundamental" que teve no programa de mobilidade elétrica lançado em Portugal, ajudando a colocar o país "na linha da frente como o primeiro a criar uma rede de carregamento elétrico interoperável de âmbito nacional e acesso universal".

 

"Este percurso tem permitido não só posicionar a organização como uma referência internacional na área da mobilidade sustentável, como também induzir a partir do CEiiA a emergência de uma nova geração de empresas de base tecnológica que podem vir a liderar as grandes transformações que iremos assistir na área da mobilidade urbana nos próximos anos", concluiu a entidade.

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