Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Trabalhadores dos "call centres" da EDP em greve contra precariedade e baixos salários

Cerca de 150 trabalhadores das empresas de 'call center' que prestam serviços à EDP concentraram-se hoje no Parque das Nações, Lisboa, próximo do local de trabalho, no primeiro de dois dias de greve em protesto contra a precariedade e baixos salários.

Lusa 03 de Dezembro de 2014 às 13:19
  • Assine já 1€/1 mês
  • 7
  • ...

Os trabalhadores dos dois "call centres" de Lisboa, um a funcionar há cerca de um ano no Parque das Nações e outro na Quinta do Lambert, subcontratados pela EDP, através da empresa Tempo Team, contestam o facto de continuarem a não ser integrados nos quadros da eléctrica e permanecerem com baixas remunerações.

 

Estes trabalhadores dos "call centres" atendem as chamadas dos clientes da EDP sobre faltas de energia, avarias, contratação ou facturação.

 

Anna Catarino, trabalhadora de um dos "call center" desde 2002 e representante do Sindicato das Industrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI), explicou à agência Lusa que as empresas de "call centres" estão a prestar um serviço à EDP há mais de 20 anos e não fazem parte dos quadros da empresa.

 

"Temos colegas que já fizerem 25 anos de casa, sempre através de prestadores de serviços. Se nos bastidores fazemos aquilo que é necessário para linha da frente da EDP, então deveríamos ser EDP, não deveríamos estar fora", sublinhou Anna Catarino.

 

De acordo com a sindicalista, a "grande fatia dos lucros anuais da empresa advém dos prestadores de serviços".

 

Adiantou que se os cerca de dois mil trabalhadores nesta situação fossem dos quadros da EDP, esta "despenderia menos dinheiro do que aquele que contrata com as empresas de prestadores de serviços".

 

"Somos EDP, somos a voz da EDP, mas no nosso recibo de vencimento de todos os meses somos prestadores de serviços", revelou aquela trabalhadora, salientando que "há nove anos que os vencimentos estão estagnados".

 

O último aumento "não chegou aos nove euros", em ordenados que rondam o ordenado mínimo até aos 654 euros, precisou.

 

A sindicalista adiantou ainda que os próprios trabalhadores da EDP estão do lado dos trabalhadores dos "call centres", que reconhecem "ser uma vergonha" manter estas pessoas em prestação de serviços.

 

Anna Catarino, uma das vozes daqueles que lutam pela integração nos quadros da EDP, sugeriu que enquanto a empresa não for por esse caminho, se deveria integrar uma cláusula no contrato com os prestadores de serviço, de forma que os trabalhadores que estão naqueles postos mantenham "a antiguidade e fiquem garantidos todos os direitos".

 

Na quinta-feira os trabalhadores dos "call centres" cumprem o segundo dia de greve.

Ver comentários
Saber mais Tempo Team call center representante do Sindicato das Industrias Eléctricas do Sul e Ilhas EDP
Mais lidas
Outras Notícias