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Ucrânia só receberá gás da russa Gazprom se pagar adiantado

O ultimato chegou esta segunda-feira, 16 de Junho, na sequência do não cumprimento de um acordo. A imprensa internacional fala na terceira “guerra do gás” em oito anos.

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Ukraine Deadline to Pay Gazprom Debt Expires
Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 16 de Junho de 2014 às 10:37
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A Gazprom, companhia russa de gás natural, informou esta segunda-feira, 16 de Junho, que passará a fornecer à Ucrânia apenas gás pago em adiantado. A falha da Ucrânia no pagamento de parte da sua dívida de gás justifica a decisão, refere a Reuters.

 

"A partir de hoje a empresa ucraniana receberá apenas a quantidade de gás russo que já pagou", revelou a energética controlada pelo Estado russo. A Gazprom exigia a Kiev o pagamento de, pelo menos, 1,45 dos 4 mil milhões de dólares de dívidas em gás, não tendo tal parcela sido abatida no prazo definido.

 

O cenário de reduções nos fornecimentos de gás natural é agora o mais provável, acentuando as tensões que ditam o relacionamento entre os dois países. As tréguas no leste da Ucrânia, onde tropas ucranianas e forças rebeldes pró-russas estão em confronto, podem também ser postas em causa.

 

O "Financial Times" fala mesmo numa terceira "guerra do gás" entre Rússia e Ucrânia no período de oito anos. A própria Europa, que recebe cerca de 15% do seu gás através da Ucrânia, poderá ser afectada pela situação, à semelhança das anteriores "guerras do gás" em 2006 e 2009.

 

 

Ainda assim, a publicação diz que a Gazprom já prometeu assegurar o fornecimento para os clientes europeus, nomeadamente através do reforço de outras rotas alternativas à Ucrânia.

 

Segundo a Reuters, o presidente Vladimir Putin deverá reunir-se esta segunda-feira com o presidente-executivo da Gazprom Alexei Miller e com o ministro da Energia russo Alexander Novak para debaterem a situação.

 

Também esta segunda-feira, a empresa ucraniana de gás Naftogaz informou ter entrado com uma acção no tribunal de arbitragem de Estocolmo para tentar recuperar cerca de 6 mil milhões de dólares pagos pagos indevidamente à Gazprom.

 

Em comunicado citado pela Reuters, a empresa revelou ainda que procura "um preço de mercado justo" para o abastecimento de gás natural da Gazprom, agora suspenso.

 

Para já, a imprensa internacional não conseguiu determinar se a medida já está a ser executada. À Reuters, a operadora ucraniana de gasodutos Ukrtransgaz  afirmou estar a funcionar normalmente.

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