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António Mota defende concentração das construtoras portuguesas a nível ibérico

«A concentração e a especialização, encaradas na perspectiva do mercado ibérico, são as únicas alternativas para o desenvolvimento das construtoras portuguesas», defendeu hoje António Mota, presidente do grupo Mota-Engil, durante o I Fórum da Construção,

Nuno Miguel Silva nmsilva@mediafin.pt 21 de Abril de 2004 às 13:12
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«A concentração e a especialização, encaradas na perspectiva do mercado ibérico, são as únicas alternativas para o desenvolvimento das construtoras portuguesas», defendeu hoje António Mota, presidente do grupo Mota-Engil, durante o I Fórum da Construção, que está a ser organizado pelo «Diário Económico» e pela ANEOP, em Lisboa.

De acordo com o responsável do maior grupo construtor português, a tendência para uma crescente concentração do tecido empresarial português no sector da construção «apenas depende da vontade dos empresários portugueses», uma vez que, no seu entender, «a fusão entre a Mota e a Engil provou que existe capacidade para o efeito».

«Julgo que existe essa capacidade e nós demonstrámos que sim. Com um processo iniciado em 2000, e com os custos inerentes à reestruturação de uma empresa, em tempo de crise, conseguimos aumentar a facturação de 838 milhões de euros para 1,051 mil milhões de euros».

«Aumentámos em quatro pontos percentuais o nosso EBITDA («cash flow» operacional) no período em causa e em oito pontos percentuais o EBIT (resultados operacionais). Somos os líderes internos na área dos resíduos sólidos e lideramos as novas concessionárias rodoviárias. Conseguimos, simultaneamente, passar a ter a Europa Central como o nosso principal mercado internacional, quando esse lugar era entes ocupado por Angola, mantendo a presença no Peru e entrando nos Estados Unidos», acrescentou António Mota.

«Assim, está provado que podemos fazer concentração e com sucesso. Isso só depende de nós», concluiu António Mota.

No entanto, o responsável do grupo Mota-Engil sublinhou que, para conseguir esse objectivo, é necessário existir apoio do Estado, planeamento estratégico para o sector da construção e participação activa da banca neste esforço, através «da participação no capital das empresas, com saídas programadas, mas que possibilite o apoio necessário e, essencialmente, a paciência para os projectos de concentração chegarem ao fim com sucesso».

A alternativa à concentração, na opinião de António Mota, é optar pela especialização por sectores, mesmo no mercado espanhol, como já existem hoje dois ou três casos de empresas portuguesas no país vizinho, como a Martifer (grupo Mota-Engil), na metalomecânica leve e estruturas metálicas, e a Tecnasol (Somague/Edifer), nas fundações e geotecnia.

As acções da Mota-Engil [EGL] seguiam a recuar 2,22%, para 1,76 euros.

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