Imobiliário APEMIP: “Impacto do Brexit no imobiliário não será tão significativo”

APEMIP: “Impacto do Brexit no imobiliário não será tão significativo”

Luís Lima, presidente da associação de mediação imobiliária portuguesa, em viagem a Londres, acredita que “quem quer e pode investir fora da Grã-Bretanha continuará a fazê-lo”. Vistos Gold podem ser alternativa.
APEMIP: “Impacto do Brexit no imobiliário não será tão significativo”
Miguel Baltazar
Isabel Aveiro 24 de junho de 2016 às 16:31

"O Reino Unido deu aos seus cidadãos o direito de escolher entre a permanência ou a saída da União Europeia" e a "decisão de abandono da UE foi tomada", resume Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP).

Luís Lima, que se encontra esta sexta-feira, 24 de Junho, em Londres de viagem, está, como explicou em resposta escrita ao Negócios, "a assistir, in loco, às reacções dos ingleses sobre o Brexit" e aquilo que qualifica como "momento histórico, cujas consequências são ainda uma incógnita, tanto para a Grã-Bretanha como para a Europa".

"Vontade de investir manter-se-á"

"Na perspectiva do sector imobiliário, em particular do português, em que o investimento por parte de cidadãos britânicos tem grande importância", defende Luís Lima: "creio que o impacto do ‘Brexit’ não será tão significativo".

É certo que, para já, a moeda britânica está a sofrer o impacto directo da votação do referendo desta quinta-feira. Mas, segundo o presidente da associação sectorial: "a eventual desvalorização a libra não será tão significativa que o encarecimento dos nossos activos possa ser um impedimento à sua compra". Até porque, recorda Luís Lima, "Portugal é dos países da Europa cujo preço por metro quadrado é mais barato".

O líder da APEMIP acredita "que a vontade de investir no estrangeiro manter-se-á": "quem pode e quer investir fora da Grã-Bretanha continuará decerto a fazê-lo". E a fazê-lo em Portugal" que reúne condições ímpares para receber este investimento".

Já sobre a questão das consequências sociais da saída do Reino Unido do bloco económico continental europeu, Luís Lima reconhece que o "impedimento da livre circulação de pessoas" poder vir a "implicar novas medidas e regras" para os cidadãos do Reino Unido "que procuram adquirir casa em Portugal".

Mas também aqui pode haver alternativas, argumenta: "O Programa de Autorização de Residência para Actividades de Investimento (‘vistos gold’) poderá até ser uma alternativa para os interessados".




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