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Canary Wharf deve rejeitar ofertas de compra

O grupo Canary Wharf, promotor imobiliário do segundo centro financeiro de Londres, deverá rejeitar várias ofertas de aquisição. As acções já caíram 9,2%.

Isabel Aveiro ia@negocios.pt 24 de Outubro de 2003 às 15:56
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O grupo Canary Wharf, promotor imobiliário do segundo centro financeiro de Londres, deverá rejeitar várias ofertas de aquisição, uma vez que as mesmas são consideradas demasiado reduzidas pela direcção da empresa britânica. As acções já caíram 9,2%.

A Canary Wharf já recebeu ofertas da Morgan Stanley, do grupo Goldman Sachs, da canadiana Brascan e do presidente da própria companhia, Paul Reichmann.

No entanto, todas as ofertas foram consideradas até agora com um valor muito baixo do pretendido por um grupo de directores, exteriores à empresa, que está avaliar as demonstrações de interesse, noticiou hoje a Bloomberg, citando fontes conhecedoras do processo.

O valor de mercado da Canary Wharf está avaliado em 1,4 mil milhões de libras (2,01 mil milhões de euros).

A Canary Wharf, promotora de um parque de escritórios londrino com 86 acres (cerca de 34,80 hectares) foi criada Paul Reichmann, que a perdeu para os bancos credores. Três anos mais tarde Paul Reichmann, juntamente com um grupo de investidores que incluíam o príncipe saudita Alwaleed bin Talal, compraram a promotora imobiliária de volta. Em 1999 uma oferta pública de venda da Canary Wharf rendeu 551 milhões de libras (791,86 milhões de euros), mantendo Paul Reichmann uma participação de 7,7% na companhia.

A Canary Wharf é a segunda maior promotora imobiliária da Europa, só ultrapassada pela francesa La Defense, e especializou-se na recuperação e desenvolvimento urbanísticos de uma zona degradada a este de Londres, à beira do Tamisa, onde até então só havia armazéns e docas.

A promotora imobiliária detém como principais activos 14 milhões de pés quadrados (cerca de 13 milhões de metros quadrados) de escritórios já concluídos ou por desenvolver, sendo suas inquilinas companhias como Citigroup, Credit Suisse First Boston e o Barclays.

Actualmente um décimo do espaço de escritórios detido pela companhia está vago.

As acções da Canary Wharf seguiam a cair 6,40%, para 234 libras (336,23 euros).

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