Imobiliário CBRE: Investimento imobiliário em Portugal deverá acelerar no segundo semestre

CBRE: Investimento imobiliário em Portugal deverá acelerar no segundo semestre

O mercado imobiliário deverá acelerar na segunda parte do ano, caminhando para os três mil milhões de euros de investimento, antecipa a consultora imobiliária CBRE.
CBRE: Investimento imobiliário em Portugal deverá acelerar no segundo semestre
Negócios 17 de julho de 2019 às 18:14

Não é provável que 2019 seja de novo um ano recorde no mercado imobiliário comercial em Portugal, mas o desempenho do investimento em imobiliário até está a surpreender pela positiva dado que o ambiente de juros baixos deverá manter-se. A conclusão é da análise da consultora imobiliária CBRE ao primeiro semestre e da projeção para o segundo semestre divulgada esta quarta-feira, 17 de julho. 

A CBRE revela que no primeiro semestre o mercado esteve "bastante dinâmico" e que a expectativa para o segundo semestre é que "o ritmo seja ainda mais acelerado", "prevendo-se um aumento do investimento imobiliário".

Ainda assim, o diretor-geral da consultora, Francisco Horta e Costa, refere que "o nível de investimento em 2018 rondou os 3,5 mil milhões de euros", admitindo ser "pouco provável que em 2019 se atinja novamente este recorde".  

Mas também é verdade que os números projetados agora pela CBRE são maiores do que os projetados no arranque de 2019. O volume de investimento deverá agora situa-se no intervalo entre os 2,5 mil milhões e os três mil milhões de euros (o que compara com um intervalo entre 2 a 2,5 mil milhões de euros projetados em janeiro de 2019).

"Se estas previsões se concretizarem, será o segundo ano de maior investimento imobiliário em Portugal e o quarto em que os valores superam os 2 mil milhões de euros", antecipa Francisco Horta e Costa no comunicado divulgado hoje.

Esta aceleração do investimento na segunda parte do ano deve-se à "manutenção de uma elevada liquidez por parte dos investidores e a garantia de que as taxas de juro, se vão manter inalteradas até ao final do ano, conforme anunciou o Banco Central Europeu (BCE), em março deste ano", explica a diretora de research da consultora, Cristina Arouca.

"Paralelamente, os fundamentos do mercado imobiliário em Portugal continuam robustos, na medida em que a procura mantém-se muito ativa e persiste a escassez de espaços disponíveis para arrendamento, o que tem induzido uma forte subida do valor das rendas e, consequentemente, a valorização dos ativos imobiliários", esclarece Cristina Arouca.

Hóteis com a maior fatia de investimento pela primeira vez
De acordo com a análise feita pela CBRE ao mercado imobiliário durante o primeiro semestre, o setor hoteleiro foi "pela primeira vez" o setor que captou a maior fatia de investimentos (39% do total). 


A consultora imobiliária explica essa dinâmica com a "abertura dos investidores a setores menos tradicionais e com maior risco operacional, bem como pelos fortes indicadores de um segmento muito ativo", nomeadamente os números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre o dinamismo do turismo, ainda que este esteja em desaceleração

O setor do comércio ficou com 29% dos investimentos em imobiliário e os escritórios com 23%. No caso do mercado residente, este "continua a debater-se com um enorme desfasamento entre o número de imóveis em oferta e a procura, o que se reflete na manutenção da tendência de subida de preços, ainda que se verifique uma desaceleração".




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