Imobiliário Conheça as mutações do investidor chinês made in “Visa Gold”

Conheça as mutações do investidor chinês made in “Visa Gold”

Dois anos depois do início da atribuição de vistos gold, já é possível fazer um primeiro balanço sobre a tipologia dos investidores. Centremo-nos nos chineses, que são os que mais olharam para o mercado português. Vejamos os quatro estádios pelos quais passaram.
Conheça as mutações do investidor chinês made in “Visa Gold”
João Carlos Malta 19 de junho de 2014 às 16:12

A estratificação dos momentos do investimento chinês provocado pelos vistos gold é da autoria do director-geral da Aguirre Newman, Paulo Silva, durante a apresentação do estudo "Migração de empresas em Lisboa 2014", elaborado pela consultora. Passo número um: os primeiros a investir procuravam imóveis pelo valor mínimo pelo qual podiam obter o visto de residência em Portugal e circular em toda a União Europeia.

 

Seguiu-se um novo movimento, que Paulo Silva designa de "mais musculado". Investidores com mais capital desejavam prédios novos ou em construção para vender depois a conterrâneos. "Não encontraram muita oferta e procuraram prédios já antigos para reabilitar e depois revender", concretizou.

 

Num terceiro nível já começaram a chegar também os investidores institucionais, que através de fundos começaram a montar operações para investir em imóveis de rendimento.

 

Por fim, a compra de edifícios para posterior promoção começa já a ser uma realidade para os homens que vêm do extremo oriente.

 

A interrupção da modalidade de vistos gold pelo Canadá, que deixou à porta 50 mil intenções de investimentos chineses pode levar a uma nova

Vamos ver como é que os nossos parceiros europeus reagiriam a um aumento de aderentes a este programa vindos da China e que possam circular pela Europa livremente
 
Paulo Silva, director-geral da Aguirre Newman

vaga de compradores vindos daquele país. "Se com os 950 que já tivemos o mercado já está como está, com mais não sei como será", disse o consultor. Qual a capacidade máxima do mercado português para estes investidores? "Não sei", respondeu Paulo Silva.

 

O director-geral da Aguirre Newman gaba a audácia política de quem teve a visão para implantar esta modalidade, quando no mercado a stockagem de imóveis cresceu e era preciso dinamizar o sector. Todavia, mostra-se reticente sobre até quando é que este modelo poderá ser sustentável. "Vamos ver como é que os nossos parceiros europeus reagiriam a um aumento de aderentes a este programa vindos da China e que possam circular pela Europa livremente", lembra.

 

A polémica em relação aos vistos gold tem estado acesa com casos de suspeita corrupção dentro do Estado para a obtenção desta benesse, mas também com a inflacção de preços que podem chegar aos 40% para comparadores chineses.




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