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Dois terços dos retalhistas dizem não haver espaço para mais "shoppings" em Portugal

Dois em cada três retalhistas consideram que Portugal já não têm espaço para a abertura de novos centros comerciais, revela a última edição do inquérito aos retalhistas feito pela consultora imobiliária Cushman & Wakefield (C&W).

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 21 de Outubro de 2008 às 12:53
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Dois em cada três retalhistas consideram que Portugal já não têm espaço para a abertura de novos centros comerciais, revela a última edição do inquérito aos retalhistas feito pela consultora imobiliária Cushman & Wakefield (C&W).

No estudo a C&W refere que “a saturação do mercado de centros comerciais é agora uma realidade assumida pela grande maioria dos retalhistas, que consideram muito limitadas as oportunidades para novos projectos”.

Esta ideia confirma-se, aliás, na resposta que as empresas inquiridas deram quanto ao seu canal preferencial de expansão. Os centros comerciais são ainda a via preferida para o crescimento, mas se há um ano era a prioridade apontada por cerca de 55% dos retalhistas, agora serão menos de 50% os que preferem os ‘shoppings’. As preferências “migraram”, aponta o inquérito da C&W, para outros formatos, sobretudo o comércio de rua, apontado como canal preferencial de expansão por mais de 30% das empresas.

A edição de 2008 do inquérito aos retalhistas da C&W indica que “a descida dos níveis de rentabilidade e do volume de vendas têm certamente conduzido a uma redefinição das estratégias de expansão a médio/longo prazo”. “Os retalhistas continuam a afirmar a sua intenção de crescimento, muito embora a deterioração dos níveis de desempenho dos operadores tenha conduzido a uma queda de 20% no número de retalhistas que afirmam pretender crescer no médio prazo”, diz ainda a consultora.

Como conclusão, os responsáveis da C&W referem que “o vasto número de projectos em comercialização, a pouca diferenciação entre os mesmos, a queda dos níveis de vendas e a maior contenção nas estratégias de expansão previstas são factores que produzirão certamente efeitos na evolução futura da oferta dos centros comerciais”.

As respostas dos retalhistas poderão funcionar, considera ainda a consultora, como um “repto aos promotores para que reinventem este formato”.

O inquérito da C&W foi feito com uma amostra de 113 retalhistas, dos quais 42% responderam. O painel foi composto em 74% por empresas de vestuário, calçado e acessórios, incluindo ainda insígnias de bricolage, artigos para o lar, electrónicos, entre outras áreas. Por origem, 72% eram marcas internacionais e 28% nacionais.

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