Imobiliário Estrangeiros pagam quase 60% mais pelos imóveis em Portugal

Estrangeiros pagam quase 60% mais pelos imóveis em Portugal

Estrangeiros pagaram, em média, mais de 171 mil euros pelos prédios que compraram em Portugal, mais 58% do que o valor médio global dos imóveis vendidos no país.
Estrangeiros pagam quase 60% mais pelos imóveis em Portugal
Lusa
Rafaela Burd Relvas 25 de setembro de 2019 às 11:18
Os compradores estrangeiros estão a aumentar o peso no mercado imobiliário português. No ano passado, mais de 8% do total de imóveis transacionados em Portugal foram vendidos a não residentes, que responderam por 13% do valor total transacionado. E também estão a pagar cada vez mais: os estrangeiros pagaram mais 58% do que o valor médio das transações imobiliárias no país, mostram os dados divulgados esta quarta-feira, 25 de setembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Ao todo, foram vendidos pouco mais de 242 mil prédios em Portugal no ano passado, num valor total transacionado que ultrapassou os 26 mil milhões de euros. Os não residentes adquiriram quase 20 mil destes imóveis, num valor global de 3,4 mil milhões de euros, o equivalente a 8,2% dos imóveis transacionais e a 13% do valor total transacionado.

Apesar do aumento do peso dos não residentes no mercado imobiliário português, o crescimento está a desacelerar. O número de vendas a estrangeiros aumentou 14,5% e o valor transacionado cresceu 22,2% no ano passado, contra taxas de variação de 19,2% e 22,6%, respetivamente, em 2017.

Mesmo assim, a diferença entre o que nacionais e estrangeiros pagam pelos imóveis é cada vez mais acentuada. Em 2018, o valor médio das transações globais de imóveis foi de cerca de 108 mil euros por venda. Já os não residentes pagaram uma média superior a 171 mil euros por cada imóvel, mais 58% do que o valor médio global. Em 2017, esta diferença era de 49%.

São também cada vez mais os estrangeiros que compram imóveis com um valor acima de 500 mil euros. Em 2018, 7,2% do total de imóveis adquiridos por não residentes custou mais do que 500 mil euros. A justificar estas transações, aponta o INE, continuam a estar os vistos gold.

"Foi essencialmente a partir de 2013 que o número e o valor dos imóveis adquiridos por não residentes com valor igual ou superior a 500 mil euros mais cresceram em Portugal, mais que duplicando em número e quase duplicando em valor face a 2012. Em 2014, esse crescimento acentuou-se, principalmente em valor, passando estes imóveis a representar quase metade do valor total dos imóveis adquiridos por não residentes nesse ano. De referir que foi nestes anos que se iniciaram, em termos efetivos, as autorizações de residência em Portugal para atividades de investimento - ARI, vulgarmente designadas por vistos gold", refere o relatório do INE.

Quanto às principais nacionalidades dos não residentes que compra imóveis em Portugal, não houve alterações significativas. Os franceses continuam a ser os mais relevantes, respondendo por 19,7% do valor total dos imóveis vendidos a não residentes. Seguem-se os britânicos (16,9%), brasileiros (8,3%), chineses (5,1%) e alemães (4,9%).

Juntos, os cinco principais países de residência dos compradores que adquiriram imóveis em Portugal no ano passado representavam 54,8% do valor global de vendas a não residentes nesse ano.

Notícia atualizada pela última vez às 11h30 com mais informação.



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