Imobiliário Facturação da ERA cresceu 25% nos primeiros nove meses de 2014

Facturação da ERA cresceu 25% nos primeiros nove meses de 2014

Em média, cada imóvel vendido na ERA fixou-se nos 120 mil euros, subindo 10% face ao ano passado. Os investidores estrangeiros ajudam a impulsionar este resultado.
Facturação da ERA cresceu 25% nos primeiros nove meses de 2014
Bruno Simão/Negócios
Wilson Ledo 14 de outubro de 2014 às 18:35

A facturação da imobiliária ERA cresceu 25% nos primeiros nove meses do ano. Neste período,  foram vendidos 6.000 imóveis e arrendados outros 2.200. O valor dos imóveis vendidos superou os 700 milhões de euros.

 

Setembro apresentou-se mesmo como o melhor mês desde Março de 2011 para a empresa. No último mês, foram transaccionados 846 imóveis e arrendados outros 214.

 

A meta da imobiliária é de fechar o ano acima das 10 mil transacções, num valor superior a mil milhões de euros, define Miguel Poisson, director-geral da ERA.

 

Em média, cada imóvel vendido na ERA fixou-se nos 120 mil euros, subindo 10% face ao ano passado. O valor é impulsionado pelas operações ao abrigo do programa dos vistos "gold" (que exigem um investimento mínimo de 500 mil euros) e do regime fiscal para residentes não habituais (pagando, em média, 250 mil euros por imóvel). Uma em cada cinco casas na ERA é vendida a estrangeiros, seguindo a tendência nacional. Tirando o peso destes programas, o valor médio dos imóveis ficaria abaixo dos 100 mil euros.

 

Miguel Poisson admite a existência de "défices de investimento" na divulgação internacional destes incentivos fiscais, dando o exemplo do Médio Oriente. Para o responsável, representam "uma oportunidade" para o crescimento do sector, daí que a companhia esteja a apostar em campanhas e feiras internacionais.

 

Uma das estratégias passa por parcerias de financiamento com a banca desses países, tal como já acontece em França. "Queríamos motivar os próprios franceses a fazer as operações de financiamento nos bancos portugueses mas notávamos alguma resistência", explica o responsável. O conforto e a própria cultura de financiamento justificam o fenómeno.

 

 

Arrendamento perde terreno

 

O arrendamento está a decrescer em detrimento da compra. A maior aposta no crédito à habitação e a crescente confiança dos compradores explicam o fenómeno. "A troika veio tentar mudar culturas, mas as culturas não se mudam assim", considera Miguel Poisson em relação à compra de casa.

 

Ainda assim, o director-geral da ERA recorda que hoje "nenhuma operação [de financiamento bancário] é feita a 100%". "Nos últimos três anos, os bancos fizeram de tudo menos o seu "core business" [o crédito à habitação]", considerou.

 

Existem também "pessoas que vão arrastadas pelo contexto de recuperação", "pela euforia [do arrendamento de curta duração]". Alguns investidores, sobretudo na casa dos 40 ou 50 anos, começaram a apostar em força no sector imobiliário: estão a "preparar a reforma", garantindo um rendimento adicional através do arrendamento de uma segunda habitação.

 

 

Imóveis dos bancos ocupam 17% da carteira da ERA

 

Dos 150 mil imóveis que a ERA tem em carteira, 26.480 pertencem aos bancos. Deste total, a maioria (15.050) são imóveis habitacionais, com destaque para apartamentos e moradias. Os restantes 11.430 são não habitacionais. Terrenos e lojas representam a maior fatia.

 

Miguel Poisson admite que "os bancos têm cada vez mais imóveis não habitacionais em carteira", devendo este segmento representar cerca de 70% do total.

 

Na imobiliária, as vendas de imóveis da banca estão agora abaixo da fasquia dos 10%.

 

 

ERA com planos de expansão

 

Até ao final de Setembro, a ERA abriu 24 lojas no país. Actualmente com 160 espaços, a meta é abrir mais 60 lojas ao longo dos próximos dois anos. A contribuir para este balanço encontram-se as Lojas +, uma aposta da empresa em concelhos mais pequenos. Só este ano já abriram 5 lojas desta tipologia. A meta é atingir as 10 até ao final de 2014 e manter esse ritmo ao longo dos próximos anos.

 

Actualmente com 2.200 trabalhadores, o objectivo é crescer a uma escala de 200 por ano, reduzindo inclusive a sua rotatividade e fomentando o auto-emprego. "Estamos a entrar numa guerra da qualidade, numa obsessão da qualidade", define Miguel Poisson.




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