Imobiliário Gestora holandesa MVGM entra em Portugal e quer triplicar negócio em três anos

Gestora holandesa MVGM entra em Portugal e quer triplicar negócio em três anos

A MVGM, gestora de imobiliário holandesa, entrou em Portugal através da aquisição da área de "property management" da JLL. O objetivo da empresa holandesa a três anos é atingir um volume de negócios no país "três a quatro vezes superior".
Gestora holandesa MVGM entra em Portugal e quer triplicar negócio em três anos
Pedro Curvelo 03 de dezembro de 2019 às 13:23
A MVGM, gestora imobiliária holandesa, entrou em Portugal através da aquisição do segmento de "property management" da JLL. A operação foi formalizada no passado fim de semana e a equipa da JLL transitou integralmente para a nova empresa.

Na apresentação aos jornalistas, Miguel Kreiseler, "managing director" da MVGM Portugal indicou que os objetivos traçados passam por "triplicar ou quadruplicar" o volume de negócios no espaço de três anos.

O responsável assinalou que a estratégia passa, inicialmente, por consolidar a atual base de clientes que transitou da JLL, sendo que a empresa tem 75 projetos sob gestão. Mas, para crescer, a MVGM Portugal aposta na entrada ou reforço de novas áreas de negócio, em particular no segmento residencial. E uma das possibilidades passa pela aquisição de algumas empresas especializadas na gestão de propriedades na área residencial, disse.

Atualmente, os escritórios representam cerca de 55% do portefólio da MVGM Portugal, enquanto o retalho pesa 40% e o residencial apenas 5%. Ao Negócios, Miguel Kreiseler referiu que a área da logística corresponde a 6%, estando englobada no retalho ou nos escritórios, consoante o tipo de ativo.

Entre os ativos sob gestão da MVGM Portugal encontram-se o Palácio Sotto Mayor, em Lisboa, o Ferrara Plaza, em Paços de Ferreira, o Edifício Nos, em Lisboa, o Edifício Zenith, em Oeiras, ou o Campera Outlet, no Carregado.

A MVGM adquiriu, no início de julho, o negócio de gestão de imóveis na Europa continental da JLL, tendo ainda estabelecido uma parceria estratégica. Desde setembro, a empresa holandesa tem vindo a oficializar a aquisição a nível de cada um dos países abrangidos. E, no passado fim-de-semana, o processo ficou concluído com os três últimos países: Portugal, Espanha e Polónia.

Esta aquisição permite à MVGM tornar-se um dos "cinco maiores 'players' europeus no mercado de gestão imobiliária", afirmou Miguel Kreiseler. A empresa holandesa passa a contar com ativos sob gestão avaliados em mais de 40 mil milhões de euros, incluindo 18,5 milhões de metros quadrados (m2) em espaços comerciais e escritórios, dos quais 12 milhões de m2 provêm da JLL. A operação leva ainda a que a MVGM passe a contar com cerca de 1.600 colaboradores espalhados por 38 escritórios em 10 países. E, ainda sem contabilizar a operação com a JLL, a MVGM fatura 125 milhões de euros anualmente.

A MVGM Portugal, que conta com 37 profissionais, irá mudar-se para os novos escritórios, junto ao Marquês de Pombal, em Lisboa, "na primeira quinzena de janeiro", indicou ao Negócios Miguel Kreiseler. As novas instalações poderão ser expandidas por forma a acomodar o reforço de pessoal previsto pela empresa, indicou ao Negócios Walter Sas, diretor da MVGM International,  que assegurou que "a MVGM está em Portugal para ficar por muito tempo".

Miguel Kreiseler considerou prematuro avançar com números de pessoal a contratar, mas admitiu que "a gestão no segmento residencial é mão-de-obra intensiva" e, nesse sentido, a solução mais fácil poderá ser mesmo a aquisição de empresas que já operam neste segmento, com colaboradores especializados.

Quanto a perspetivas para o crescimento da MVGM em Portugal, o diretor nacional disse ao Negócios que "a logística vai crescer, os escritórios também, com a nova oferta que irá entrar no mercado, enquanto o retalho, particularmente os centros comerciais está estabilizado". "Onde há maior margem para crescimento é mesmo no residencial", concluiu.

A médio prazo, a estratégia da MVGM passará por trabalhar com os promotores desde a origem dos projetos.

Quanto à parceria com a JLL, o acordo prevê exclusividade de ambas as partes. Ou seja, a MVGM irá utilizar a JLL para as áreas de investimento em ativos, enquanto a JLL recorrerá à empresa holandesa para a gestão de propriedades. As únicas exceções previstas são quando os clientes manifestarem oposição a trabalhar com alguma das empresas, referiu Miguel Kreiseler.



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