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Grandes negócios imobiliários adiados impedem ano "recorde" em 2014

Vilamoura ou Vale do Lobo são apenas exemplos de negócios que poderão transformar o mercado do imobiliário comercial em 2015. O universo Espírito Santo poderá dar o toque final nesta equação.

Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 08 de Janeiro de 2015 às 15:53
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A previsão da Cushman & Wakefield era de que o investimento em imobiliário comercial português pudesse ultrapassar os mil milhões de euros em 2014. Após o fecho do ano, o balanço está feito: 700 milhões de euros.

 

Longe do recorde de 2007 (com um valor de 1,2 mil milhões), o ano passado superou a média anual da última década fixada nos 600 milhões de euros. Em média, cada negócio fechado fixou-se na casa dos 20 milhões.

 

A venda de parte de um portefólio da ESAF, a gestora de activos do Novo Banco, ao fundo americano Blackstone por 200 milhões de euros surge como um dos negócios em destaque. É um exemplo a comprovar que "a grande fatia do investimento em 2014 foi norte-americano", explica o director-geral Eric van Leuven. A nacionalidade representou um investimento total de 330 milhões de euros no país.

 

Para este ano, a consultora imobiliária prefere não adiantar perspectivas quanto ao valor alcançável no investimento comercial. A existência de empreendimentos avaliados acima dos 200 milhões de euros, como Vilamoura e Vale do Lobo no Algarve, poderá fazer a diferença no balanço final. As suas operações de venda resvalaram para 2015, podendo ser fechadas ainda na primeira metade do ano. O fundo norte-americano Lone Star era apontado como o futuro dono de Vilamoura.

 

À lista poderão ainda juntar-se outros activos do universo Espírito Santo, como os hotéis Tivoli ou a própria Herdade da Comporta, cuja alienação está dependente do processo de insolvência da ‘holding’ em que estão integrados, a Rioforte. Esta quinta-feira, 8 de Janeiro, a cadeia hoteleira anunciou que irá recorrer ao Processo Especial de Revitalização.

 

Em 2014, também o Novo Banco foi ao mercado para alienar activos considerados não estratégicos, conta Eric van Leuven. Ainda assim, acabou por retirar alguns deles. "O [Novo] Banco claramente não está a vender tudo ao desbarato", reforça o responsável. 

 
Facturação da Cushman & Wakefield aumentou 45%

A consultora imobiliária fechou 2014 com um crescimento de 45% na sua facturação, face ao ano anterior. A companhia esteve envolvida em mais de 40% das transacções imobiliárias registadas em Portugal.

 

"Iniciamos 2015 com um ‘pipeline’ [em curso] de negócios muito maior do que em anos anteriores", confidenciou o director-geral Eric van Leuven.

 

"É preciso não entrar em euforias irresponsáveis", alerta o responsável pela área de investimento da Cushman & Wakefield, Luís Rocha Antunes, perante o desenvolvimento do mercado para este ano. Ainda assim, a crença é de que será um ano positivo.

 

O investimento estrangeiro fixou-se nos 80% do total de negócios realizados em 2014, sendo mais de metade do capital aplicado em activos de retalho.

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