Imobiliário Imobiliário português captou investimento de dois mil milhões em 2015

Imobiliário português captou investimento de dois mil milhões em 2015

A vontade é de que em 2016 se chegue perto dos níveis recorde do último ano. Há centros comerciais no mercado, mas não serão eles por si a puxar o indicador, mostram as perspectivas da consultora CBRE.
Imobiliário português captou investimento de dois mil milhões em 2015
Wilson Ledo 06 de janeiro de 2016 às 12:47

O mercado do investimento imobiliário português fechou 2015 com um recorde histórico, ao superar os dois mil milhões de euros. As contas foram apresentadas esta quarta-feira, 6 de Janeiro, pela consultora imobiliária CBRE.

A contribuir para este balanço está o forte desempenho do sector dos centros comerciais, apontados como o ex-líbris do mercado no último ano. Entre os grandes negócios contam-se a venda do Fórum Almada e do Fórum Montijo ao fundo norte-americano Blackstone ou a transacção de três Dolce Vita ao grupo Deutsche Bank.


"No mercado, os investidores americanos têm um peso muito forte", confessou Francisco Horta e Costa, director geral da CBRE. A esta nacionalidade juntam-se Alemanha, França, Reino Unido e China.


A estimativa da consultora imobiliária é de que 2016 possa atingir valores "próximos de 2015". "Há condições para ficarmos entre os 1.500 e dois mil milhões de euros", acrescentou num encontro com jornalistas.


Contudo, 2016 "não vai ser o ano de um sector em específico", como aconteceu com os centros comerciais no anterior, mesmo que possam chegar ao mercado cinco activos desta tipologia. A CBRE adianta que estão já a ser trabalhadas transacções avaliadas em 400 milhões de euros, "essencialmente escritórios e alguma logística".


Vilamoura dá pontapé de saída para aposta no Algarve

A actividade de promoção imobiliária esteve também forte em 2015, com destaque para a venda de Vilamoura ao fundo norte-americano Lone Star ou para a transacção dos edifícios, na Avenida da Liberdade, que Ricardo Salgado tinha guardados para a expansão do Banco Espírito Santo antes do colapso da instituição. Os últimos serão destinados a habitação, depois de terem sido alvo de reabilitação urbana.


Outra das tendências traçadas para este ano prende-se com o reinício do ciclo de promoção e construção no Algarve, depois do pontapé de saída que significou Vilamoura para a região. "Estamos a começar a ver novamente investidores a olhar para essa zona", aponta Francisco Horta e Costa. São sobretudo investidores anglo-saxónicos, muitas vezes aliados a promotores locais, com um perfil de risco maior.


Questionado sobre o eventual afastamento de investidores provocado pela alteração de Governo em Portugal, Francisco Horta e Costa não está preocupado. "Não há nenhuma paragem de investimentos", assegurou.


Escritórios

No último ano, o mercado dos escritórios ultrapassou a barreira dos 150 mil metros colocados. Deste modo, bateu níveis registados antes do período pré-crise. Foram sobretudo centros de serviços partilhados de multinacionais e "call centers" a representar a nova absorção de espaços.


Todavia, a CBRE alerta que a falta de oferta existente em Portugal (espaços muito pequenos para as necessidades das empresas) poderá condicionar o desempenho deste sector ao longo de 2016.




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