Imobiliário Investimento em imobiliário comercial poderá ultrapassar os mil milhões de euros em 2014

Investimento em imobiliário comercial poderá ultrapassar os mil milhões de euros em 2014

A existência de negócios acima de 400 milhões de euros poderá representar um salto significativo. As vendas da cadeia hoteleira Tivoli e dos empreendimentos turísticos Lusotur em Vilamoura poderão figurar nessa lista.
Investimento em imobiliário comercial poderá ultrapassar os mil milhões de euros em 2014
Miguel Baltazar/Negócios
Wilson Ledo 25 de setembro de 2014 às 16:05

O investimento em imobiliário comercial deverá atingir os 600 a 800 milhões de euros em Portugal até ao final do ano. O valor é indicado pela consultora imobiliária Cushman & Wakefield (C&W).

 

Ainda assim, é um "valor conservador", tendo em conta que estão em desenvolvimento, entre outros, "três negócios de 400 milhões de euros cada um", revela Eric van Leuven, director geral da C&W.

 

Caso estes negócios se efectivem, poderá mesmo ser batido o valor recorde registado em 2007, de 1.186 milhões de euros. "Estamos à espera de um ano recorde", admite.

 

Questionado se a venda dos hotéis Tivoli poderia estar integrada neste grupo de negócios, o responsável admite que "afinal são quatro" as operações em questão.

 

Como avançou o Negócios em Julho, existiam quatro interessados na cadeia hoteleira do Grupo Espírito Santo. Os activos em causa – integrados na holding Rioforte, em processo de gestão controlada no Luxemburgo - poderão valer entre os 300 e 350 milhões de euros.

 

Outra das operações poderá passar pela venda dos empreendimentos Lusotur em Vilamoura, depois da falência dos espanhóis da Prasa. O semanário Expresso revelou este mês que o BBVA recebeu uma proposta do fundo americano Lone Star a esse nível. Contudo, os valores da proposta deverão estar abaixo da avaliação da empresa imobiliária quando André Jordan a vendeu à Prasa. Os empreendimentos estavam avaliados em cerca de 500 milhões de euros.

 

Eric van Leuven fala em portefólios de edifícios fora da região de Lisboa, representando os investidores internacionais – tanto institucionais como privados, distribuídos por variadas nacionalidades – a maioria dos interessados.

 

São operações de "dimensões consideráveis, acima da média do mercado", fixada nos 40 milhões de euros, explica Marta Esteves Costa. A directora de "research" e consultoria da C&W alerta todavia para o "grande risco" de queda ou derrapagem destes negócios para o próximo ano.

 

Venda da EDP influenciou balanço do primeiro semestre

O investimento em imobiliário comercial no primeiro semestre de 2014 atingiu os 156 milhões de euros. A venda da sede da EDP por 56 milhões de euros representa mais de um terço desse valor.

 

Até Junho, a tendência de crescimento foi positiva em todos os sectores. Os escritórios representam a maioria das transacções (47%), sendo seguidos de perto pelo espaços destinados ao retalho (46%).

 

O peso dos investidores internacionais situa-se acima dos 50%, muito influenciado pelos preços praticados e falta de alternativas rentáveis noutros mercados.

 

Marta Esteves Costa fala num "grande interesse das casas de investimento" pelo mercado português, que se faz sentir há cerca de um ano. "Há um excesso de liquidez nos mercados financeiros", justifica.




pub

Marketing Automation certified by E-GOI