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Mercado de escritórios de Lisboa registou recorde de actividade no terceiro trimestre

O mercado de escritórios de Lisboa registou no terceiro trimestre a ocupação de 106 mil metros quadrados em novos arrendamentos, naquele que é, segundo a consultora Jones Lang LaSalle, um nível recorde de absorção.

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 29 de Dezembro de 2008 às 13:39
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O mercado de escritórios de Lisboa registou no terceiro trimestre a ocupação de 106 mil metros quadrados em novos arrendamentos, naquele que é, segundo a consultora Jones Lang LaSalle, um nível recorde de absorção. Este volume de ocupação coloca a capital portuguesa na lista de dez cidades europeias que registaram "take ups" acima dos 100.000 metros quadrados entre Julho e Setembro de 2008, a par de Berlim, Bruxelas, Frankfurt, Hamburgo, Londres, Madrid, Munique, Paris e Estocolmo.

"Apesar de estes resultados terem sido influenciados pela conclusão de uma operação atípica – a colocação de 65.000 m² no Office Park Expo - é patente o dinamismo do mercado, que continua a registar actividade da parte da procura mesmo com as actuais e difíceis condições económicas", comentou a directora do departamento de escritórios da Jones Lang LaSalle, Mariana Seabra.

A absorção de 106 mil metros quadrados no terceiro trimestre representa um crescimento de 51% face ao trimestre anterior. Além disso, permite, com um trimestre por contabilizar, superar em 4% o "take up" total de escritórios que Lisboa tinha registado no ano passado.

No período em análise, foram concluídas 74 transacções de arrendamento de escritórios, lideradas, em termos de área, pela tomada do Office Park Expo, seguindo-se cerca de 3.900 metros quadrados no Art’s Business Centre, enquanto que as restantes operações incluídas no top 10 dizem respeito a áreas entre os 1.200 e os 650 metros quadrados.

Além da elevada procura pelo Parque das Nações (devido ao Office Park Expo), a Jones Lang LaSalle registou, no seu estudo Lisbon Office Overview, uma absorção de 27.500 metros quadrados no Corredor Oeste, a zona (composta pelos parques de escritórios junto à auto-estrada A5, entre Lisboa e Cascais) que teve o segundo maior nível de absorção. A generalidade das outras zonas de escritórios de Lisboa registaram decréscimos face ao trimestre anterior.

No final do terceiro trimestre, o "stock" de escritórios de Lisboa ascendia a 4.271.778 metros quadrados, dos quais 302.823 metros quadrados disponíveis, traduzindo uma taxa de disponibilidade na ordem dos 7,09%, abaixo dos 7,37% no trimestre anterior.

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