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Portugal deverá ter mais sete novos «retail parks» e 179 hotéis

Até ao final de 2008 está prevista a abertura de sete novos «retail parks» totalizando mais de 110 mil m2 e aumentando a oferta total deste tipo de unidades para mais de 230 mil m2, segundo um  estudo sobre o mercado imobiliário português, publicado semes

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 21 de Outubro de 2005 às 16:05

Até ao final de 2008 está prevista a abertura de sete novos «retail parks» totalizando mais de 110 mil m2 e aumentando a oferta total deste tipo de unidades para mais de 230 mil m2, segundo um  estudo sobre o mercado imobiliário português, publicado semestralmente pela Cushman & Wakefield Healey & Baker, que conclui que o sector de retalho nacional «mantém-se o mais atractivo para os investidores internacionais».

Segundo a mesma fonte, e tendo em conta o Índex IPD, o imobiliário de retalho foi o sector que apresentou «melhores resultados no mercado nacional, apresentando retornos de 13,6% entre 1999 e 2004.

O mercado dos «retail parks» «prepara-se para um crescimento substancial ao longo dos próximos anos com um número considerável de aberturas previstas - o que se traduz num crescimento superior a 90%», avança o estudo acrescentando que isto «irá permitir uma maior distribuição dos retalhistas a nível geográfico e atrair mais operadores internacionais para este formato em Portugal».

No que diz respeito à área de centros comerciais, «continuou a aumentar» em 2005 com quatro novos empreendimentos inaugurados no primeiro semestre, totalizando uma ABL de 114.430 m2. Para além disso,  quatro empreendimentos adicionais abrirão ao público durante os próximos seis meses, contribuindo com 88.500 m2, altura em que a área total de centros comerciais no país totalizará perto de dois milhões de m2.

Comércio tradicional estagnado e centros comerciais representam 90% dos projectos de retalho previstos

A mesma fonte explica que, com um comércio tradicional «estagnado, devido em parte à Lei de arrendamento em vigor»,  os centros comerciais «mantêm-se como a opção de expansão preferencial para os operadores de retalho», acrescentando que os  centros comerciais constituem quase 90% dos projectos de retalho previstos para o futuro e que se todos os projectos futuros vierem a ser concretizados, o stock total registará um aumento de 35% para mais de 2,9 milhões de m2 até ao final de 2008.

A abertura, durante os próximos seis meses, de novos centros comerciais regionais e

sub-regionais de qualidade, em Loures, Viseu, Covilhã e Seixal, «demonstra a tendência corrente de desenvolvimento em cidades secundárias».

Portugueses «muito mais frequentes» de centros comerciais do que os homólogos europeus

Uma outra conclusão é que, comparativamente á área bruta locável de outros centros comerciais na Europa dos 15, Portugal fica ainda abaixo da média mas os consumidores portugueses são visitantes «muito mais frequentes» do que os seus homólogos não obstante outros países apresentarem um «maior nível de consumo privado».

Por outro lado, o comércio de rua  manteve-se, à semelhança de outros anos, «estagnado» no primeiro semestre de 2005, uma vez que os retalhistas «estão cada vez menos dispostos a pagar somas avultadas pelo trespasse» e muitas vezes os vendedores «não estão devidamente informados a respeito dos valores de mercado». A consequência para os consumidores é a «subsistência de um comércio tradicional com horários pouco flexíveis e uma carência generalizada de investimento».

Mercado de escritórios «apático» e industrial regista retoma «tímida»

Relativamente ao mercado de escritórios, comparando com os dois anos anteriores até à data «tem sido marcado por alguma apatia». Os níveis de absorção para o primeiro semestre de 2005 «apenas» chegaram aos 54.625 m2, comparados com 95.128 m2 para igual período de 2004, acrescenta a mesma fonte.

Quanto aos níveis de desocupação do mercado, estima-se que no final do primeiro semestre de 2005 existissem aproximadamente 427.699 m2 de área disponível, um aumento «considerável» em relação a igual período do ano anterior.

O estudo conclui também que o mercado industrial começa a registar uma tímida retoma. «Não obstante a ainda presente crise na economia, muitas das empresas optaram por não adiar indefinidamente os seus planos de mudança, apercebendo-se de que podem obter uma poupança substancial nos custos com uma abordagem pró-activa ao mercado», explica.

Portugal deverá oferecer 179 novas unidades hoteleiras até 2010

No que concerne aos hotéis, «apesar de uma economia em recuperação lenta, o sector dos hotéis continua em expansão», avança a mesma fonte. «A oferta presente e futura de hotéis ultrapassa largamente a procura, ainda que os investidores demonstrem uma abordagem a longo prazo, confiantes de que o sector irá beneficiar do interesse gerado pelo Euro 2004 e que a variedade e qualidade do produto hoteleiro irão por si só captar o interesse dos visitantes».

Neste sentido prevê que, até 2010, a grande Lisboa ofereça um total de 132 novas unidades hoteleiras e o Algarve  32  na sua maioria unidades de 5 estrelas. Nas ilhas está projectada a abertura de nove unidades, mais seis no Alentejo.

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