Imobiliário Quais são as cidades com maior risco de bolha imobiliária no mundo?

Quais são as cidades com maior risco de bolha imobiliária no mundo?

O índice do UBS que monitoriza os riscos de bolha imobiliária em 20 cidades do mundo mostra que seis estão em território de risco.
reuters Peter Nicholls
Rita Faria 27 de setembro de 2018 às 13:30

O UBS divulgou esta quinta-feira, 27 de Setembro, o seu índice que monitoriza o risco de bolhas imobiliárias em 20 cidades, incluindo os maiores centros financeiros do mundo.

O Global Real Estate Bubble Index deste ano mostra que, das duas dezenas de cidades, apenas uma está subavaliada: Chicago.

Das restantes, três têm preços justos, dez estão sobreavaliadas e seis estão em risco de registar uma bolha imobiliária.

A liderar o ranking deste ano, com o maior risco de bolha no mercado imobiliário está Hong Kong, seguida por cidades como Munique, na Alemanha, e Toronto e Vancouver, no Canadá, que, segundo os analistas do UBS, também estão em risco.

Na categoria de mercados imobiliários "sobreavaliados" surgem dez cidades, desde Estocolmo e Paris a Nova Iorque, que no ano passado foi considerada como tendo preços ajustados. Nessa classificação, em 2018, estão apenas Boston, Milão e Singapura.

De acordo com os especialistas do UBS, os sinais típicos de uma bolha incluem uma subida os preços das casas desajustada em relação ao aumento dos rendimentos, assim como desequilíbrios económicos, incluindo um crescimento excessivo da actividade da construção e do crédito.

No entanto, de acordo com o relatório do UBS, ao contrário do que aconteceu em meados dos anos 2000, não há agora sinais de excessos simultâneos na construção e no crédito, e o ritmo de crescimento do volume de créditos hipotecários é cerca de metade do período que antecedeu a crise.

"Ainda que muitos centros financeiros continuem em risco de uma bolha no mercado imobiliário, não podemos comparar a situação de hoje com a realidade que existia antes da crise", refere Mark Haefele, director de investimentos do UBS Global Wealth Management, citado pela Bloomberg.

Ainda assim, de acordo com o relatório, os preços das casas nestas cidades aumentaram, em média, 35% nos últimos cinco anos.

Para um trabalhador qualificado, em Hong Kong, são necessários 22 anos do seu rendimento anual para comprar um apartamento de 60 metros quadrados próximo do centro da cidade. Há dez anos, eram necessários apenas 12 anos.

 




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