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Vendas de fogos usados 7,3% abaixo da oferta

O preço médio das habitações vendidas na Área Metropolitana de Lisboa (AM Lisboa) fixou-se nos 1.745 €/m2, situando-se 3,1% abaixo do valor médio da oferta disponível. Os tempos médios de absorção também cresceram, como consequência do abrandamento da procura de imóveis.

Negócios negocios@negocios.pt 21 de Outubro de 2008 às 13:01
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O mercado residencial iniciou o ano com as vendas de imóveis a registarem valores mais baixos face aos valores fixados para a oferta. Os dados já disponíveis para 2008, indicam que o preço médio das habitações vendidas na Área Metropolitana de Lisboa (AM Lisboa) fixou-se nos 1.745 €/m2, situando-se 3,1% abaixo do valor médio da oferta disponível. Os maiores desvios são dados pelos alojamentos usados, cujo preço médio de venda foi de 1.543 €/m2, cerca de 7,3% abaixo dos valores registados entre a oferta.

No caso dos novos, em média, as vendas aproximaram-se dos 1.990 €/m2, valores inferiores em 2,4% aos valores da oferta. Estes dados são provenientes do SIR – Sistema de Informação Residencial, que é uma base de dados gerida pela Confidencial Imobiliário, na qual se recolhe e trata informação sobre a oferta e as vendas de imóveis habitacionais, levantando tais dados junto de uma pool de empresas promotoras e mediadores imobiliárias.

Aumento do tempo médio de absorção

A dinâmica do mercado residencial é medida pela evolução do número de novas ofertas e pelo ritmo de absorção, caracterizando-se pelo facto de existir um desajustamento entre estas duas forças do mercado, com o mercado imobiliário residencial a, sistematicamente, apresentar um ritmo de oferta superior ao da procura. O ano de 2007 marcou o início de um período de desaceleração no mercado residencial.

Assim, os tempos médios de absorção cresceram, como consequência do abrandamento da procura de imóveis. A média dos tempos de absorção na AM Lisboa nos últimos dois anos e meio foi de 7,8 meses nos fogos usados e 8,2 meses no caso dos novos. Ao longo deste período o segmento de mercado dos usados tem tempos de absorção mais baixos face ao segmento dos novos. Esta tendência só se alterou no 1º trimestre de 2008, com a inversão desta relação a tornar-se mais favorável aos alojamentos novos.

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