Imobiliário Vistos "gold": Investimento abranda em Novembro

Vistos "gold": Investimento abranda em Novembro

O investimento associado aos vistos gold atingiu os 101 milhões de euros em Novembro, mês marcado pela detenção de 11 pessoas no âmbito da investigação relacionadas com os vistos gold. O último mês revela assim um abrandamento face a Outubro, o mês recorde desde o arranque do programa. No total, o investimento já ascende aos 1.177 milhões de euros.
Vistos "gold": Investimento abranda em Novembro
Miguel Baltazar/Negócios
Wilson Ledo 04 de dezembro de 2014 às 12:35

O programa dos vistos "gold" já arrecadou 1.177 milhões de euros em investimento estrangeiro no país, de acordo com os dados mais recentes da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI).

 

Deste total, cerca de 90% dizem respeito ao investimento em activos imobiliários. Uma das três condições possíveis para a atribuição desta autorização de residência para fins de investimento é a aquisição de imóveis no valor mínimo de 500 mil euros.

 

Em Novembro, o investimento atingiu os 101 milhões de euros, dos quais 90 milhões através desta modalidade imobiliária. Neste mês, o programa angariou 132 novos investidores.

 

Face a Outubro, mês em que se registou um recorde neste programa com um investimento de 126 milhões de euros, há uma quebra em cadeia de 25 milhões de euros.

 

Foi precisamente no último mês que se souba da operação "Labirinto", que culminaria na detenção a 13 de Novembro de 11 pessoas, entre eles o director do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e o presidente dos Registos e Notariado.

 

Apesar do caso, o valor de investimento neste mês através do programa dos vistos "gold" conseguiu ultrapassar os 71 milhões registados em Setembro deste ano.

 

Para a CPCI, os dados "demonstram inequivocamente que este se trata de um regime com um forte potencial de atracção de investimento e que continua a merecer a confiança dos investidores e de todo o mercado".

 

A polémica levou à demissão do ministro Miguel Macedo e à prisão preventiva de cinco dos 11 arguidos no caso.

 

No final de Novembro, no Parlamento, Paulo Portas informou que não está previsto o fim do programa, mas mostrou-se aberto a alterações que visem aperfeiçoar o mesmo.

 

Nessa altura, o vice primeiro-ministro falava de uma captação de investimento de 1.107 milhões até ao final de Outubro, com mais de 1.600 autorizações emitidas.




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