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Banco Mundial pode entrar nas operações da Portucel em Moçambique

A papeleira assina amanhã um contrato com a Corporação Financeira Internacional, do Banco Mundial, como mais um passo do projecto integrado de produção florestal em Moçambique, avaliado em 2,3 mil milhões de dólares. No âmbito desse contrato de consultoria, estão a ser ponderadas compras nas operações da Portucel no país.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 21 de Outubro de 2013 às 18:53
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A Portucel poderá ter um novo parceiro em Moçambique. O Banco Mundial, mais precisamente a sua Corporação Financeira Internacional, que está a ponderar a compra de uma participação nas operações da papeleira no país.

 

Essa aquisição, a acontecer, servirá para potenciar o desenvolvimento do projecto integrado de produção florestal em Moçambique, conforme indica o comunicado emitido pela papeleira através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), em que a Portucel revelou uma quebra dos lucros inferior à esperada.

 

O projecto integrado de produção florestal, de pasta de celulose e de energia, que está avaliado em 2,3 mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros), dará esta terça-feira um novo passo.

 

A Portucel vai assinar com a Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla original), braço do Banco Mundial que financia o sector privado nos países em desenvolvimento, um contrato de consultoria. Esse contrato “tem como objectivo reforçar a sustentabilidade das operações florestais da Portucel em Moçambique, nomeadamente através de estudos de impacto ambiental e social e de planeamento e desenvolvimento de projectos nas comunidades locais, bem como na implementação de investimentos na comunidade e no fomento do tecido empresarial”.

 

A meta final da empresa dirigida por José Honório (na foto) é a de “ampliar o impacto dos investimentos da Portucel no desenvolvimento de Moçambique e a criação de oportunidades partilhadas de crescimento nas zonas concessionadas”. O projecto, cuja primeira fase passa por plantações de eucalipto, prevê a criação de 7.500 postos de trabalho. A ideia é o desenvolvimento de uma base florestal e a construção de uma fábrica de pasta para papel e produção de energia no país africano.

 

Nas contas relativas a 2012, divulgadas em Março deste ano, a Portucel antecipava resultados “muito encorajadores” no que diz respeito aos ensaios de campo para determinação dos materiais vegetais com maior potencial. Esse facto deveria permitir, segundo a mesma fonte, o alargamento da escala da operação florestal mais cedo do que o previsto inicialmente.

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