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CEO sobre o futuro da Efacec: “Necessita apenas de ser apoiada”

“Mesmo no quadro da crise do século”, e apesar de o caso Luanda Leaks ter provocado o “bloqueio bancário” da Efacec em 2020, Ângelo Ramalho defende que esta “demonstra” ser uma empresa “viável”. A “prova”, alega, está nas “mais de 30 propostas de interesse na sua compra - a maioria internacionais”.

Isabel dos Santos visitou a Efacec em fevereiro de 2018 e foi muito elogiada pelo então ministro Caldeira Cabral.
O CEO da Efacec, Ângelo Ramalho, ao lado do ex-ministro da Economia Caldeira Cabral e da empresária angola Isabel dos Santos, em fevereiro de 2018. MOVENOTÍCIAS
Rui Neves ruineves@negocios.pt 18 de Junho de 2020 às 15:49
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Ao fim de muitos meses de um silêncio público ensurdecedor, o CEO da Efacec, em entrevista à Rádio Observador (RO) e num artigo de opinião publicado no Jornal de Notícias (JN), faz um ponto de situação preocupante sobre a empresa, que está envolvida numa grave crise acionista, na sequência do caso Luanda Leaks.

 

"Estamos há seis meses sem relação fluida com a banca. Não temos nem linhas de financiamento, nem a ‘trade finance’ necessária ao desenvolvimento das nossas operações", queixou-se Ângelo Ramalho à Rádio Observador.

 

Um "bloqueio bancário" determinado pela polémica que obrigou a empresária angolana Isabel dos Santos a colocar a sua participação de 67,2% na Efacec à venda.

 

Mas, "mesmo no quadro da crise do século", a Efacec "demonstra ser uma empresa resiliente, viável, de rentabilidade e forte potencial nos seus setores", garante Ramalho na edição do JN desta quinta-feira, 18 de junho.

 

"A prova são as mais de trinta propostas de interesse na sua compra - a maioria internacionais. Necessita apenas de ser apoiada", apela o CEO da empresa, num artigo intitulado "O futuro da Efacec".

 

Um apoio que, defende, "num quadro de normalidade, seria sempre exigível", considerando que "não o fazer é condená-la a danos irreversíveis e pôr em causa a sua sobrevivência".

 

Ainda sobre o processo de venda do controlo da Efacec, cujas propostas vinculativas terão de ser entregues até 26 de junho, numa operação que está a ser conduzida pela StormHarbour,  Ramalho disse à RO que "as manifestações de interesse são de várias geografias: Espanha, França, Reino Unido, Alemanha, Médio Oriente, EUA e Portugal".

 

"O nosso desejo é que este processo se materialize em ofertas que interessem a todas as partes e que garantam a prioridade da empresa", disse, reconhecendo que "nada pior pode acontecer a uma organização empresarial do que ter um acionista fragilizado".

 

No passado dia 6, o Expresso avançava que, entre os investidores que estão na corrida à Efacec, contam-se dois portugueses (a Sonae Capital e a capital de risco Alpac Capital), o fundo norte-americano Oaktree, a chinesa Hengtong, a espanhola Ormazabal , a egípcia Elsewedy Electric, o JP Morgan, a H.I.G. Capital e a MCHCapital.

 

"A Efacec é uma marca do país. Acredito convictamente no seu futuro. E sei que não estou sozinho", remata o CEO da Efacec, no artigo publicado no JN.

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