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Confinamento deu golpe de quase 26% à indústria portuguesa

O segundo trimestre deste ano saldou-se numa descida de 25,7% no volume de negócios da indústria portuguesa, que sentiu a maior quebra nas vendas para o estrangeiro.

Rita Faria afaria@negocios.pt 10 de Agosto de 2020 às 11:41
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As fábricas portuguesas sofreram uma quebra do volume de negócios de 25,7% no segundo trimestre deste ano, marcado pelo confinamento e outras medidas restritivas da atividade económica, no contexto da pandemia de covid-19.

O balanço foi mais negativo para o comércio com o exterior, com as vendas da indústria para o estrangeiro a descerem 33,6% entre abril e junho, face aos mesmos três meses de 2019. Para o mercado interno, as vendas recuaram menos – 20% - depois da quebra de 3% no primeiro trimestre.

Os dados foram divulgados esta segunda-feira, 10 de agosto, pelo INE, e mostram que junho marcou o quinto mês consecutivo de descidas homólogas da faturação da indústria portuguesa.

Ainda assim, com a retoma de grande parte da atividade em junho, o volume de negócios da indústria abrandou a queda para 11,7%, depois de ter recuado 30,9% e 33,5% em maio e abril, respetivamente.

Segundo os dados do INE, tanto as vendas para o mercado nacional como para o mercado externo tiveram variações menos negativas que as observadas em maio, tendo sido mais intensa a melhoria no mercado externo.

As vendas para o mercado nacional desceram 9,2% face ao período homólogo, uma redução menos intensa em 14,1 pontos percentuais face à observada no mês anterior. Já as vendas na indústria para o mercado externo registaram uma redução de 15,1%, recuperando 26,2 pontos percentuais face a maio.

Olhando a setores, no mês de junho, o contributo mais negativo foi dado pela energia, que caiu 19%, seguida pelos bens intermédios, que recuaram 11,4%. Os bens de investimento, por seu lado, passaram de uma quebra de 41,5% em maio para uma descida de 14,4% em junho, enquanto os bens de consumo caíram 4,6%.

O emprego no setor diminuiu 2,9%, as remunerações desceram 2,7% e as horas trabalhadas caíram 9,5%.

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