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Corticeira Amorim aumenta lucros e paga dividendo extraordinário

A empresa liderada por Rios Amorim vai pagar um dividendo extraordinário de 8,5 cêntimos por acção, num total de 11,3 milhões de euros.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 07 de Novembro de 2018 às 07:52
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A Corticeira Amorim anunciou esta quarta-feira, 7 de Novembro, que aumentou os lucros do terceiro trimestre e a convocação de uma assembleia geral extraordinária para aprovar o pagamento de um dividendo extraordinário através da distribuição de reservas.

A empresa fechou os primeiros nove meses deste ano com um resultado líquido de 58,6 milhões de euros, valor que representa um crescimento de 4% face aos 56,4 milhões de euros registados no período homólogo.

As vendas aumentaram 9,8% para 583,8 milhões de euros e o EBITDA cresceu 2,9% para 108,4 milhões de euros.

Em comunicado à CMVM, a Corticeira Amorim salienta que, ao contrário do efeito negativo registado no primeiro semestre, "o impacto da desvalorização cambial do dólar foi quase nulo no terceiro trimestre". E destaca todas as Unidades de Negócios (UN) que "registaram crescimento de vendas nos primeiros nove meses do ano, com a excepção da UN Revestimentos", sendo que a UN Aglomerados Compósitos "conseguiu inverter o decréscimo de vendas registado no primeiro semestre".

Com as receitas a crescerem de forma mais rápida do que o EBITDA, a margem operacional da empresa deteriorou-se ligeiramente. O rácio EBITDA/vendas situou-se em 18,6%, quando no período homólogo estava nos 18,6%.

A empresa liderada por Rios de Amorim explica esta redução com a "pressão sobre a margem bruta causada pelo aumento de preços da matéria-prima", sendo que "para compensar, foram importantes os ganhos de eficiência operacional, associados a um rigoroso controlo dos custos e a uma redução das imparidades". Fazendo uma antecipação para o resto do ano, a Corticeira diz que "tendo em conta a evolução dos preços das matérias-primas consumidas na produção, será expectável que esta tendência de diminuição se mantenha até ao final do ano".

A Corticeira Amorim chegou a Setembro com uma dívida líquida de 104,7 milhões de euros, o que representa um crescimento face aos 92,8 milhões de euros registados no final de 2017, "que se deveu essencialmente às aquisições realizadas recentemente (Bourassé, Sodiliège e Elfverson) e a um acréscimo do investimento em CAPEX e fundo de maneio".  Devido a este aumento, os encargos financeiros totais registaram um "ligeiro acréscimo".

11,3 milhões para dividendos

Perante estes resultados e o nível dos capitais próprios da empresa, a Corticeira Amorim decidiu convocar uma AG para 3 de Dezembro, que tem como principal ponto da ordem de trabalhos a aprovação de uma distribuição de reservas de 11,3 milhões de euros.

Se for aprovada, os accionistas vão receber um dividendo extraordinário de 8,5 cêntimos por cada acção. Uma remuneração que tendo em conta a actual cotação, representa uma rendibilidade ligeiramente inferior a 1%. Este dividendo soma aos 18,5 cêntimos por acção que os accionistas receberam no final de Abril.

No comunicado com a apresentação das propostas que vai levar à AG, a Corticeira Amorim explica que decidiu avançar com esta remuneração extraordinária devido ao "sólido crescimento da actividade e dos resultados ao longo dos últimos exercícios, bem como às perspectivas para o corrente exercício", que "vêm permitindo à Corticeira Amorim gerar ‘cash flow’ crescentes".

Tendo isto em conta, "será possível efectuar uma distribuição de reservas aos senhores accionistas sem colocar em causa a manutenção de uma eficiente estrutura de capitais do grupo Corticeira Amorim".

A Corticeira Amorim chegou a Setembro com reservas distribuíveis de 69,8 milhões de euros.  

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