Economia Costa quer Portugal na linha da frente da nova revolução industrial

Costa quer Portugal na linha da frente da nova revolução industrial

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou que Portugal tem que estar na linha da frente da nova revolução industrial e anunciou a criação de dois programas nacionais que deverão contribuir para atingir esse desígnio.
Costa quer Portugal na linha da frente da nova revolução industrial
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 02 de junho de 2016 às 21:12

"Esta é de facto a oportunidade que temos de, pela primeira vez, estarmos na primeira linha de uma revolução industrial, onde aquilo que é essencial é a qualificação [dos recursos humanos]", afirmou António Costa esta quinta-feira.

 

Nesse sentido, segundo informou, o Governo tem já preparados dois programas nacionais que devem contribuir para a "atracção de investimento e de fixação de quadros qualificados": um deles - "o Programa Nacional Start-Up" - será lançado na próxima segunda-feira. "Em Julho lançaremos o Indústria 4.0", acrescentou.

 

António Costa falava no Fundão, distrito de Castelo Branco, na inauguração da segunda fase do Centro de Negócios do Fundão e da visita que realizou à multinacional Altran, empresa da área das novas tecnologias e serviços partilhados que está no Fundão há tês anos e que ocupa parte substancial deste centro.

 

Depois de ter ficado a conhecer alguns projectos ali desenvolvidos e de ter conversado com alguns dos colaboradores da empresa, António Costa mostrou-se muito satisfeito com o exemplo dado e destacou que a aposta que tem sido feita na qualificação é um capital que Portugal tem de aproveitar. "Não poderemos ser competitivos com base em baixos salários", afirmou.

 

O primeiro-ministro, também referiu que hoje o "túnel" já não se coloca entre o Litoral e o Interior, mas sim entre Portugal e a Europa, por isso, defendeu, a forma de "reequilibrar" as diferenças e de reduzir os impactos da vaga de emigração jovem é a aposta na qualificação e também na reconversão laboral para áreas como as novas tecnologias.

 

Como exemplo, apontou o caso dos engenheiros civis, que podem não encontrar trabalho na respectiva área, mas que, caso apostem na reconversão, poderão ter "enormes oportunidades". "Desde que me demonstraram que é possível formar em programação um jurista, já considero que não será impossível fazê-lo em qualquer área de formação", disse.

 

Garantiu ainda que fica muito entusiasmado ao ver exemplos como o que lhe foi deixado pelo Município do Fundão.

 

Sentimento que, acredita, poderá ser partilhado pelo Presidente da República quando Marcelo Rebelo de Sousa ficar a conhecer o espaço: "Quando vier aqui encerrar o Congresso da união das Misericórdias [que está a decorrer no Fundão] têm que lhe mostrar este outro lado do país, que eu tenho certeza que ele também partilhará do entusiasmo e ganhará ainda maior optimismo". 




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