Indústria De agulhas a gruas: Industriais criam marca para "comunicar" sector

De agulhas a gruas: Industriais criam marca para "comunicar" sector

"Metal Portugal: damos forma ao futuro". É esta a assinatura – e a imagem – criada pela associação da metalurgia e metalomecânica, que poderá ser usada pelas empresas e será testada nas 30 acções externas deste ano.
De agulhas a gruas: Industriais criam marca para "comunicar" sector
António Larguesa 15 de abril de 2015 às 16:25

A heterogeneidade da indústria metalúrgica e metalomecânica, que reúne 15 mil empresas em Portugal, é uma força do sector nas áreas da contratação colectiva, da formação dada aos trabalhadores, no investimento tecnológico e em inovação ou na compra conjunta de energia e seguros. No entanto, essa dimensão e variedade geram também "dificuldades de compreensão e de comunicação com o exterior", que a associação do sector (AIMMAP) pretende reduzir com uma imagem única de promoção (na foto), apresentada esta quarta-feira, 15 de Abril, no Porto, na presença do ministro da Economia, António Pires de Lima.

 

"Quando estamos a falar de agulhas e de gruas, de cutelaria e de máquinas, são sectores que têm muito em comum, mas aos olhos do grande público isso não é percepcionado. E queremos criar uma marca que nos ajude a comunicar melhor com todos os que se relacionem connosco, no país e no estrangeiro", explicou ao Negócios o vice-presidente da AIMMAP, Rafael Campos Pereira. A marca vai ser usada em todas as iniciativas da associação, sendo depois, "de forma gradual", alargada às próprias empresas, mediante algumas regras de utilização.

 

Esta indústria transformadora, que emprega perto de 200 mil pessoas e exporta metade do que produz, vendeu 14 mil milhões de euros no estrangeiro no ano passado. No calendário de 2015 estão previstas perto de três dezenas de acções internacionais com o apoio da AIMMAP, sendo que nove delas – cinco feiras e quatro missões – são directamente organizadas pela associação empresarial do sector.

 

Agulhas e gruas, cutelaria e máquinas têm muito em comum, mas aos olhos do grande público isso não é percepcionado.
 
Rafael Campos Pereira, AIMMAP

Segundo Rafael Campos Pereira, a aposta passa por "manter e continuar a desenvolver os mercados mais importantes" em termos de vendas ao exterior: Espanha, França e Alemanha. Quer também continuar a crescer no Reino Unido, que é o quarto maior mercado e "consolidar a posição no Médio Oriente e crescer mais na América Latina", sobretudo nos países mais favoráveis ao investimento, como México, Colômbia, Peru e Chile.

 
Sociedade instala quatro no Brasil
É "bastante positivo" o saldo da sociedade constituída no Brasil, que envolveu 17 associadas que participaram com capital. "Duas conseguiram instalar-se lá, outras duas estão em vias de se instalar, outras conseguiram bons agentes e conseguiram negócios com intermediação da AIMMAP Brasil", adiantou o vice-presidente. Este projecto teve a duração de dois anos e a presença física do outro lado do Atlântico terminou em Agosto do ano passado. Já no início de 2014, foi criada a AIMMAP Business Colômbia, esta uma sociedade 50/50 com uma empresa colombiana de consultoria. Campos Pereira resumiu que já foi organizada uma missão naquele país, outra está a ser preparada e estão a ser acompanhados neste momento três projectos, incluindo uma empresa portuguesa que vai fabricar naquele mercado parte da sua produção dirigida ao mercado sul-americano.



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