Indústria Governo aprova 77 milhões para navios a construir pela Martifer

Governo aprova 77 milhões para navios a construir pela Martifer

O Conselho de Ministros autorizou a aquisição de dois navios-patrulha oceânicos, que serão construídos nos estaleiros navais de Viana do Castelo, infra-estrutura subconcessionada ao grupo Martifer, num investimento de até 77 milhões de euros.
Governo aprova 77 milhões para navios a construir pela Martifer
Rui Neves 28 de maio de 2015 às 16:17

Conforme o Negócios avançava ontem, o Conselho de Ministros de hoje, 28 de Maio, autorizou a realização de despesa destinada à aquisição de dois navios-patrulha oceânicos da classe Viana do Castelo.

 

Em causa está um investimento de até 77 milhões de euros, decorrendo agora a negociação final com a West Sea, participada do grupo Martifer e subconcessionária dos estaleiros navais de Viana, onde serão construídos as duas unidades para a Marinha Portuguesa.

 

A escolha da West Sea, que assumiu a subconcessão do espaço da empresa estatal ENVC (Estaleiros Navais de Viana do Castelo), decorre do facto de, segundo o Governo, ser "a única entidade a dispor das especiais aptidões técnicas e estruturalmente impostas pelas especificidades da construção naval deste tipo de unidades para as construir em tempo útil".

 

Estes navios-patrulha destinam-se a substituir as corvetas das classes "João Coutinho" e "Baptista de Andrade", navios que já ultrapassaram a estimativa de vida útil de 35 anos.

"Actualmente, a Marinha Portuguesa cumpre a sua missão de vigilância marítima nos espaços oceânicos de interesse nacional e internacional recorrendo aos dois navios-patrulha oceânicos já adquiridos e às quatro corvetas que restam das 10 iniciais, estas com 40 a 44 anos de idade", enfatiza o Conselho de Ministros, em comunicado.

 

"Com os dois navios-patrulha oceânicos adicionais, o Estado Português assegura, ainda, o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos de fiscalização e patrulha oceânica, designadamente os decorrentes das convenções Salvaguarda da Vida no Mar e Busca e Salvamento", conclui o Executivo.




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