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Impostos penalizam lucros da Semapa

A Semapa lucrou 43,4 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, menos 8,3% que em período homólogo do ano anterior. Os cimentos contribuíram negativamente para os resultados da empresa de Pedro Queiroz Pereira.

Fortuna: 1129 milhões de euros
Principais activos: Semapa e hotel Ritz
Pedro Elias
Alexandra Machado amachado@negocios.pt 28 de Julho de 2017 às 21:03
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A Semapa lucrou, no primeiro semestre deste ano, 43,4 milhões de euros, menos 8,3% face ao registado há um ano, de acordo com comunicado enviado esta sexta-feira, 28 de Julho, à CMVM.

Os cimentos tiveram uma contribuição negativa para este bolo, uma contribuição negativa que atingiu os 12,4 milhões de euros. Já a pasta e papel, onde a empresa detém a The Navigator Company, garantiu um contributo positivo de 62,8 milhões de euros.

Nos resultados consolidados, a queda dos lucros foi justificada pela Semapa "devido principalmente à evolução desfavorável dos impostos sobre lucros", que subiram 14,5 milhões, para 20,4 milhões, pela "redução dos benefícios fiscais disponíveis para dedução à colecta de IRC do grupo Navigator e do facto de, no primeiro semestre de 2016, terem sido revertidas provisões para impostos", que levou a ganhos fiscais.

Além disso, os custos financeiros aumentaram em 2,2%, para 40,6 milhões de euros. A dívida líquida também aumentou para 1.798,4 milhões de euros, mais 18,7 milhões face ao final de 2016. 

O que levou a menos lucros, apesar de a rentabilidade ter aumentado. O EBITDA atingiu os 246,7 milhões de euros, mais 2,6% que em igual período do ano passado. Isto depois de ter registado um aumento do volume de negócios de 5,2% para 1.076,3 milhões de euros.

As exportações e vendas ao exterior ascenderam a 821,9 milhões, ou seja, 76,4% do volume de negócios. 

O principal negócio da Semana é o da Navigator, que já tinha apresentados resultados referentes ao semestre, no qual lucrou 96 milhões de euros.

Quanto aos cimentos, onde a empresa detém a Secil, o volume de negócios foi de 249,3 milhões de euros, um crescimento de 7,6%, tendo crescido em particular devido às operações em Portugal e no Brasil. A Tunísia caiu.

Em Portugal, o volume de negócios cresceu 17,8%, atingindo 131,2 milhões de euros. 

No Líbano o crescimento do volume de negócios foi de 4,8% para 45 milhões, enquanto na Tunísia caiu 31,4% para 22,2 milhões. 

Já no Brasil, o volume de negócios no conjunto das operações atingiu os 43,3 milhões, mais 20,1% que há um ano. 

Em Angola, a venda de cimentos caiu para 7,6 milhões de euros, menos 16,2%. 

O EBITDA do conjunto do negócio de cimentos aumentou para 44,3 milhões de euros. 







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