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Lucro da Ramada Investimentos cai 32% para 2,5 milhões no primeiro semestre

A Ramada Investimentos fechou a primeira metade do ano com uma quebra de 32,4% nos lucros, para 2,5 milhões de euros, As receitas cederam 17,2%.

Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 10 de Setembro de 2020 às 19:43
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A Ramada Investimentos fechou o primeiro semestre do ano com lucros de 2,5 milhões de euros, uma quebra de 32,4% face a igual período de 2019, informou esta quinta-feira a empresa em comunicado enviado à CMVM.

As receitas sofreram uma redução de 17,2%, cifrando-se em 49,2 milhões de euros, enquanto o EBITDA caiu 33,1%, para os 5,1 milhões de euros.

O segmento de Indústria foi responsável por 45,5 milhões de euros em receitas, menos 18,5% do que um ano antes, e apresentou um EBITDA de 2,2 milhões, uma quebra de 53,8%.

Este segmento fechou a primeira metade do ano com lucros de 597 mil euros, uma queda de 70,5%.

A empresa assinala que na atividade dos aços, as "dificuldades e incertezas [associadas à covid-19] não tornaram possível a retoma da indústria automóvel, cenário que era antecipado no final do exercício de 2019". "A instabilidade da procura e as quebras verificadas no início do ano, quer no setor dos Moldes, quer no setor da Metalomecânica, inviabilizaram assim a retoma", reforça.

As "condicionantes externas da COVID-19 e a consequente cerca sanitária no concelho de Ovar, obrigaram ao encerramento da sede a partir do meio do mês, dificultando assim o processo de retoma" e, frisa, "o Grupo Ramada viu a sua principal unidade produtiva encerrada durante três semanas, o que
originou quebras em todos os setores, numa altura em que o Grupo estava a recuperar a sua carteira de encomendas".

Acresce, refere ainda a empresa, que "na Metalomecânica, a quebra que se sentiu no arranque do ano agravou com a pandemia e a maioria dos grandes clientes está ainda em lay-off. As encomendas dos clientes neste setor que estavam planeadas foram adiadas para o início do segundo semestre, ainda que sem certeza de que se venham a efetivar".

Imobiliário com saldo positivo
Já o segmento de Imobiliário fechou a primeira metade do ano com um balanço positivo, quer em receitas, com uma subida de 3,1% para 3,6 milhões de euros, quer nos resultados líquidos, que aumentaram 12,4%, para 1,94 milhões de euros.

A empresa assinala que "as rendas obtidas com o arrendamento de longo prazo de terrenos florestais representam cerca de 90% do total das receitas do Imobiliário".
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