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Lucros da Semapa sobem 36% com Navigator e menos prejuízos na Secil

A "holding" de Pedro Queiroz Pereira alcançou lucros de 59,1 milhões de euros no primeiro semestre.  

A terceira maior fortuna da bolsa é controlada por Pedro Queiroz Pereira e está repartida em acções da Semapa e da Navigator. Está avaliada em 3,87 mil milhões de euros e aumentou em 721 milhões de euros no semestre.
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 27 de Julho de 2018 às 19:22
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A Semapa obteve um resultado líquido de 59,1 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, o que traduz um crescimento de 36,4% face ao mesmo período do ano passado, anunciou a "holding" num comunicado à CMVM.

 

Apesar do volume de negócios ter descido 0,7% para 1.068,7 milhões de euros, a holding que controla a Navigator e a Secil aumentou o EBITDA em 9,1% para 269,3 milhões de euros, pelo que a margem EBITDA subiu 2,3 pontos percentuais para 25,2%.

 

A empresa controlada pela família de Pedro Queiroz Pereira justifica o aumento dos lucros com a melhoria do EBITDA e a descida das depreciações, amortizações, perdas por imparidade e provisões (6,6 milhões de euros), o que ajudou a compensar o agravamento dos resultados financeiros (1 milhão de euros) e do pagamento de impostos (+7,6 milhões de euros).

 

A Semapa chegou a Junho com uma dívida líquida de 1.628,6 milhões de euros, o que representou uma redução de 45,1 milhões de euros face ao registado no final do ano passado.

 

Pasta e papel compensa cimento e ambiente

 

O negócio da pasta e papel continua a representar a grande parte da actividade da Semapa e a determinar a evolução das contas da "holding".

 

O EBITDA na pasta e papel amentou 13,9% para 226 milhões de euros, enquanto no cimento caiu 6,4% para 41,5 milhões de euros e no ambiente a descida foi de 36,3% para 2,5 milhões de euros.

 

Ao nível dos lucros a importância da Navigator é ainda mais relevante, uma vez que a Secil deu um contributo negativo (-10,2 milhões de euros) e o ambiente um resultado líquido inferior a 1 milhão de euros.

 

Na Secil, apesar dos prejuízos, estes são menores do que o registado no período homólogo (-12,4 milhões de euros).

 

A empresa baixou o volume de negócios e o EBITDA, atribuindo esta evolução "impacto negativo da desvalorização cambial face ao euro das moedas dos diferentes países onde a Secil actua". Nas receitas o impacto foi negativo em cerca de 20 milhões de euros e no EBITDA em 3,9 milhões de euros.

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