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Plano de Moreira da Silva para a La Seda aprovado em 90%

Gestor português volta ao conselho de administração da La Seda de Barcelona, de onde se demitira a 12 de Abril. Plano da Anchorage foi rejeitado

Paulo Duarte/ Negócios
Isabel Aveiro ia@negocios.pt 26 de Junho de 2013 às 16:49
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O plano de Carlos Moreira da Silva e da BA PET, accionista maioriotária da La Seda de Barcelona (LSB) com 20% do capital, foi hoje aprovado “com mais de 90% do votos” presentes na assembleia-geral da petroquímica catalã, de acordo com fonte oficial da BA. A CGD, recorde-se, é o segundo maior accionista da LSB, com 14,7% do capital.

 

O plano da BA PET – que detém a mesma composição accionista da portuguesa BA Vidro, lideradas ambas por Carlos Moreira da Silva – visa reforçar os capitais da LSB com uma operação harmónio. A proposta, que fora recusada recentemente pelo comité representativo dos credores, liderados pela Anchorage, era aliás um dos pontos dos trabalhos da AG de hoje.

 

O plano do fundo Anchorage, que detém mais de 40% da dívida da LSB, não foi aprovado, de acordo com a mesma fonte. Para Moreira da Silva o resultado da AG desta quarta-feira “implica uma rejeição frontal das intenções do fundo Anchorage e a reprovação da gestão de alguns administradores”.  

 

“A primeira tarefa do novo conselho [de administração]”, hoje eleito, “será retomar a negociação com o conjunto de credores, garantir o projecto industrial, o emprego e o futuro da LSB”, afirmou Moreira da Silva, citado na nota oficial.

 

Recorde-se que a 17 de Junho a administração da LSB pediu ao tribunal de comércio de Barcelona o abrigo de protecção de credores, por incapacidade para cumprir com o pagamento de parte (235 milhões de euros) da dívida bancária, que ascende no total a 600 milhões de euros.

 

Aumento de capital avança


O que o plano de Carlos Moreira da Silva pretende, de acordo com fonte oficial do mesmo, é “converter em capital uma parte da dívida financeira, comprometendo-se novamente a subscrever um aumento de capital de 40 milhões de euros, montante que foi identificado como necessário para assegurar a sua viabilidade”.

 

Esta será, aliás, a segunda vez que os accionistas da BA PET, que entrou no capital da LSB na última reestruturação financeira do grupo catalão, reforçam os capitais da participada: em 2010 foram necessários 65 milhões de euros.

 

Moreira da Silva volta à administração  

 

Carlos Moreira da Silva, que entrou na administração da LSB em finais de 2009, como administrador independente, cooptado pela CGD, chegou a presidente e presidente executivo da LSB em 2010.

 

Mas a 12 de Abril passado abandonou ambas as funções. Em carta ao conselho de administração, o gestor português colocou-se em oposição frontal à aprovação da proposta do fundo Anchorage, cujo plano na altura considerou que poderia vir a “acabar com a LSB rapidamente”.

 

Hoje, dia 26 de Junho, a AG “nomeou Carlos Moreira da Silva e Jorge Alexandre administradores da LSB em representação da BA PET”. A composição do conselho da LSB fica completa com três outros administradores independentes.

 

José Luís Morlanes, que tinha ficado à frente da LSB desde a saída de Moreira da Silva, não continua na administração da petroquímica.

 

 

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