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Portugal com queda nos preços da produção industrial superior à Zona Euro

A Zona Euro registou, em Dezembro, uma descida dos preços na produção industrial de 1% face a Novembro. Uma quebra de 2,7% na comparação homóloga. A energia foi a culpada. Em Portugal, os deslizes foram mais intensos.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 03 de Fevereiro de 2015 às 11:13
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Os preços na produção industrial caíram em Dezembro na Zona Euro. Portugal registou uma quebra maior nestes preços à saída das fábricas que a média da união monetária. 

 

Em Dezembro de 2014, os preços na produção industrial desceram 1% nos 18 países do euro (excluindo Lituânia) em relação ao mês anterior – 1%, também, nos 28 países da União Europeia.

 

"Desceram em praticamente todos os Estados-membros, com as maiores descidas observadas na Grécia (-3,3%), Países Baixos (-3,2%) e Bélgica (-2,7%)", sublinha uma nota emitida esta terça-feira, 3 de Fevereiro, pelo gabinete de estatísticas europeu. Portugal apresentou uma quebra de 1,9%, a quinta descida consecutiva dos preços – e a mais intensa do ciclo. Na União Europeia, em sentido inverso estiveram apenas Estónia, Suécia, Chipre e Eslovénia.

 

Também na comparação de Dezembro do ano passado com o mesmo mês do ano anterior a queda é a tendência geral dos preços praticados à saída das fábricas. Verificou-se uma descida de 2,7% na Zona Euro e de 3,1% na UE. Aqui, só a Letónia foi a excepção. De resto, todos os restantes países comunitários verificaram deslizes, com a Lituânia a liderar, com 8,3%.

 

Portugal verificou uma taxa negativa de 3,3%, a mais intensa dos últimos meses.

 

A contribuir para esta tendência de recuo dos preços na produção industrial esteve, essencialmente, a energia. Num período de forte queda das matérias-primas, com a descida dos preços do petróleo nos mercados internacionais, os preços no sector energético foram os que mais cederam na indústria. Os bens intermédios também registaram perdas, mas bastante abaixo da verificada na energia.

 

Pelo contrário, os bens de capital e os bens duradouros evitaram que a descida dos preços fosse mais acentuada no último mês do ano.

 

Este recuo dos preços à saída das fábricas ganhou força entre 2010 e 2013, reagindo à queda dos mercados financeiros mas, desde aí, tem vindo a cair – e de forma mais expressiva no final do ano, devido à forte desvalorização dos preços das matérias-primas. 

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