Indústria Produção industrial acentua queda e vendas a retalho aceleram no arranque do ano

Produção industrial acentua queda e vendas a retalho aceleram no arranque do ano

A produção das fábricas portuguesas acentuou a queda em janeiro, ao contrário do volume de negócios no comércio a retalho, que acelerou o crescimento.
Produção industrial acentua queda e vendas a retalho aceleram no arranque do ano
Bloomberg
Rita Faria 01 de março de 2019 às 12:09

A produção das indústrias portuguesas arrancou o ano de 2019 com sinal negativo, ao passo que as vendas a retalho aceleraram o seu crescimento em janeiro, mostram os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelados esta sexta-feira, 1 de março.

 

Depois de uma quebra de 1%, em dezembro de 2018, em janeiro a produção industrial desceu 3%, em termos homólogos, naquele que foi já o terceiro mês consecutivo de quedas.

 

Com exceção do agrupamento de bens de investimento, todos os outros contribuíram negativamente para a evolução do indicador geral, com destaque para os bens de consumo, que registaram uma queda homóloga de 4,4%, e para a energia, que recuou 5,4%. Nos bens intermédios, a descida foi de 3,7%.

 

Na comparação em cadeia, porém, a produção das fábricas portuguesas aumentou 0,8% em janeiro, face a dezembro, mês em que já havia subido 0,7% em relação ao mês anterior.

 

Ao contrário da produção industrial, o comércio a retalho arrancou o ano com nota positiva, com as vendas a acelerarem o crescimento para 5,4% em janeiro. Esta evolução, que se segue a uma subida de 3,9% em dezembro, traduz o crescimento mais elevado desde outubro (5,8%).   

"A evolução do índice total foi determinada fundamentalmente pelo agrupamento dos Produtos não Alimentares, que acelerou 3,1 pontos percentuais, tendo o agrupamento dos Produtos Alimentares apresentado uma redução de 0,4 pontos percentuais. As variações homólogas destes agrupamentos foram 5,0% e 5,9% em janeiro, respetivamente", concretiza o INE.

Comparando com o mês anterior, as vendas no comércio a retalho aumentaram 1,5%, o que também traduz uma aceleração face à subida ligeira de 0,1% observada em dezembro.




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