Indústria Produtores florestais agregados têm majoração nos apoios

Produtores florestais agregados têm majoração nos apoios

A ministra da Agricultura indicou que os novos fundos comunitários vão premiar os investimentos feitos em conjunto e que podem ajudar a superar a falta de matéria-prima para a indústria de pasta e papel.
Produtores florestais agregados têm majoração nos apoios
Bruno Simão/Negócios
Negócios 25 de maio de 2015 às 14:46

A ministra da Agricultura e do Mar considerou esta segunda-feira, 25 de Maio, que "é muito importante" que os perto de 400 mil produtores florestais portugueses, sobretudo de pequena dimensão, "se juntem nas organizações [que existem] e possam fazer um trabalho agregado", podem assim beneficiar de apoios específicos para a aconselhamento florestal, para a certificação dos povoamentos florestais e também ao nível da comercialização dos produtos.

Falando à margem do seminário "Paper From Portugal", que decorreu esta manhã na Alfândega do Porto, Assunção Cristas sustentou que "quanto mais os produtores florestais se agregarem, mais valor e mais rendimento poderão retirar da terra". E assegurou também que, ainda no âmbito do PDR 2020, que substitui o antigo PRODER no quadro comunitário que agora se inicia, caso os façam em conjunto, "nos investimentos que queiram fazer esses apoios são majorados".

Os incentivos à agregação dos 400 mil pequenos proprietários e produtores florestais visam, segundo a responsável pela tutela, superar aquele que apresentou como "o bloqueio mais difícil: a forma como os portugueses continuam a cuidar a sua produção de forma individualista". Quanto ao eucalipto, lembrou que "não há fileiras que são mal-vindas", que todas elas "são possíveis de co-existir em Portugal de forma harmoniosa", mas que "os recursos públicos devem focar-se naquelas que são as que precisam desse apoio".

Questionada sobre a falta de matéria-prima nacional de que se queixa a indústria de pasta e papel, a ministra respondeu que "essa é uma janela que se abre para os produtores florestais" responderem às fileiras industriais "bem organizadas". "É verdade que temos vindo a importar matéria-prima porque a indústria tem-se sofisticado de tal forma, que tem dificuldade de encontrar toda a matéria-prima de que precisa", frisou, elogiando

"Temos poucas áreas da economia em que há empresas portuguesas no top 100 mundial. São empresas muito competitivas, muito exportadoras e que têm sofisticado a produção. Precisamos que a produção as acompanhe", referiu Assunção Cristas, resumindo que a fileira da pasta e do papel corresponde a 3,9% do PIB industrial e 8% da produção industrial portuguesa, além de apresentar um saldo positivo na balança comercial.

A ministra da Agricultura aconselhou ainda a CELPA - Associação da Indústria Papeleira a repetir a nível interno a campanha que fez no estrangeiro para desfazer mitos em torno do sector. "Nomeadamente aquele de que cortamos árvores para fazer papel e, com isto, desflorestamos. Fica claro que criamos e plantamos floresta para abastecer esta indústria e ter serviços para o ambiente, que são muito significativos", exemplificou.




pub

Marketing Automation certified by E-GOI