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"O meu 'harakiri' serviu para pôr as coisas a mexerem-se"

O ex-administrador dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, que esteve este tarde a ser ouvido na Comissão Parlamentar de Defesa, diz que ficou "mais tranquilo" com os resultados da sua demissão. "O meu 'harakiri' serviu para pôr as coisas a mexerem-se", confidenciou ao Negócios.

Rui Neves ruineves@negocios.pt 20 de Março de 2012 às 21:46
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O ex-administrador dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, que esteve este tarde a ser ouvido na Comissão Parlamentar de Defesa, diz que ficou “mais tranquilo” com os resultados da sua demissão. “O meu ‘harakiri’ serviu para pôr as coisas a mexerem-se”, confidenciou ao Negócios.

“Uma fábrica parada custa dinheiro”, frisou Luís Miguel Novais ao Negócios. “Por isso é que fico contente” com a decisão do Governo em avançar com a reprivatização dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), afirmou o ex-administrador da Empordef (“holding” dona dos estaleiros), que se demitiu do cargo, acusando os seus pares de “inércia”.

“Há um ontem [anúncio da reprivatização] e um anteontem. Pelo menos a partir de agora sabe-se que aquilo vai funcionar. Porque também ninguém reprivatiza uma coisa que não tenha valor e que esteja parada”, alegou. “O meu ‘harakiri’ serviu para pôr as coisas a mexerem-se.”

Questionado sobre a grande lição que retira desta sua passagem pela administração da Empordef, confidenciou ao Negócios: “Apanha-se tiros de todo o lado: na gestão privada, nós sabemos, mais ou menos, de onde vem a bala; aqui [na gestão pública], realmente, é teatro de guerra.”

O ex-administrador da Empordef Luís considerou hoje que a reprivatização dos ENVC abre “uma janela de oportunidade” para a viabilização da empresa, mas defendeu que uma parte deveria ficar na esfera pública.

“Abriu-se uma janela de oportunidade para a viabilização dos estaleiros”, afirmou Luís Miguel Novais, durante uma audição a requerimento do PCP na Comissão Parlamentar de Defesa, a propósito dos ENVC.

Ao longo de duas horas Luís Miguel Novais, que se demitiu da Empordef com duras críticas aos restantes administradores da empresa, referiu-se por diversas vezes à decisão ontem anunciada pelo Governo de reprivatizar os Estaleiro de Viana do Castelo, sublinhando que ficou “contente”, porque desta forma será possível “o barco tomar um rumo que é positivo”.

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